Arquivado em: Surf | Tags: 9'3', 9'33', amigos, Bing Surfboards, concave, Daddy D, Daniel Aranha, diamond tail, longboard, noserider, presente de aniversário, shape, surfworks
Do bloco toma forma com tecnologia o shape bruto; tamanho, outline, rocker e flutuação em um lindo e branco bloco de isopor. Se não fosse desta maneira ia ser muito mais demorado. Achar a prancha em um bloco bruto além de tempo, precisa de experiência – coisas que não temos no momento. Pois então, está em trabalho de parto desde a semana passada o DDL 933 – ou simplesmente – meu presente de aniversário!!!
(o começo dessa história está aqui)
E não tinha como ser melhor; ganhar um presente onde além de pensar como ele vai ser, poder contribuir para que ele se torne real. Depois de dias de desencontros finalmente entramos na sala de shape da SurfWorks, marca do talentoso shaper, vizinho e amigo Daniel Aranha, logo ali, atravessando a rua de casa! Dia 27, última quarta-feira de janeiro, lá pelas 8 da noite começamos a discutir, Diego e eu, sobre como faríamos o caimento das bordas… Para deixar a experiência bem interessante para nós, o Daniel ficou do lado de fora só olhando e fotografando. Ajudava só quando era solicitado. O Di já tinha tinha feito a Malibu, uma 10’4’’ old school muito style pelo processo mais trabalhoso, a partir do bloco bruto, e por isso já sabia das etapas que deveriam ser cumpridas bem como o uso das ferramentas. Fizemos as marcações de meio e outros pontos de referência e dá-lhe pó branco no chão…
Quando você termina um lado e começa o outro sente e valoriza ainda mais o trabalho dos caras que fizeram todas as suas outras pranchas. Salvo a facilidade e agilidade que as máquinas modernas possibilitam, todo shaper passou por esse desafio de equilíbrio, harmonia e perfeccionismo. Contar as vezes que você desbasta o bloco ajuda, mas é no olho, na luz, contraste e nuances do relevo do bloco a sobre tudo na “pegada” que são minimizadas as diferenças. From the top to the bottom, a borda tem seu formato definido. Daí pro bico as linhas suavemente se alteram, sem começo nem fim, mas uma transição continua e novamente difícil de se igualar entre as metades. Daí vem o que considero como o diferencial, o ponto alto, o detalhe extraído das clássicas noseriders da principal fonte de inspiração para essa prancha: bing surfboards , o concave!
Nesse ponto não teve jeito, pedimos a ajuda do Daniel pra evitar erros. Alguns minutos discutindo tamanho e forma do concave e começamos a desgastar o bloco de tal maneira que dava até dó, tinha momentos em que parecia que o nariz ia quebrar ou que a mão ia atravessar o shape! Mas essa era a proposta, fazer um concave agressivo. Se vai funcionar ou não, verdadeiramente não sei dizer, mas só testando pra descobrir. Alguns erros e pesadas de mão depois decidimos que aquele era o suficiente, se não me falhe a memoria este concave tem quase uns 2 cm de profundidade…
Depois era a vez da rabeta, cortar as pontas para achar a Diamond, lixar as bordas e depois o fundo para dar o V que uma prancha deste tamanho precisa. Suave mas presente, o V bottom foi o último detalhe que faltava para deixar a prancha como eu queria. Daí foi alinhar pequenos detalhes identificados pelo Daniel e depois com a lixa fina dar o acabamento final no epóxi. Pronto! A prancha ganha sua forma definitiva. Foi uma experiência “du caralho”, que ganha um sabor ainda mais especial pois a primeira queda dela será em águas peruanas durante o carnaval!
E não posso deixar de registrar aqui meu êxtase por conta da previsão que acabo de receber do LD Surf enquanto escrevo este post. Como o verão está desanimador nessa última semana em termos de ondulações para o litoral de São Paulo, eles resolveram adiantar o que espera os brasileiros que vão trocar os blocos de carnaval pelas linhas intermináveis do litoral peruano: nenhum swell com menos de 16 segundos de período, alguns chegando aos 20”. Vai dar altas e a adrena já tá batendo!
Shape, layout, logo Daddy D, previsão muito positiva para a estréia… só mais uma semaninha e mostro o resultado final dessa 9’3’’ single fin diamond tail noserider! Muito obrigado Daniel e Diego, foi uma experiência memorável e tenho certeza que iremos sentar no outside para dividir ondas e pranchas!
Grande abraço,
Felipe
Arquivado em: Surf | Tags: california, Mollusk surf shopp, NorCal, Ocean Beach, San Francisco, Santa Cruz, Surf
Tá bom, sei que to devendo um post faz tempo! Mas a correria por aqui tá braba! Do último post pra cá já mudei de apartamento duas vezes, fiz algumas provas e trabalhos, li uma porrada de livros, aprendi a lavar a roupa, comprei e montei minha cama, … Mas também sobrou tempo pra comprar um skatinho – meia boca, diga-se de passagem – e ir pra Ocean Beach (SF) e Santa Cruz.
Outro pico que pirei com as ondas foi Pacifica. As ondas quebram do lado de um pier, mas lá não tinha ninguém surfando! O motivo? Talvez a temperatura da água ou a presença dos “tiburones”. Enfim, um pico que segura bem um mar com mais de 2 metros!
O surf ainda não rolou, mas presenciei alguns picos com boas condições em Santa Cruz: Pacifica, Pedro Beach, El Granado, Half Moon Bay, Pescadero, Capitola e Pleasure Point. O melhor deles foi Pleasure Point. Boas direitas, longas e constantes. Tamanho? 0,5 metrão, 1 metrinho, mas dá pra fazer uma boa brincadeira…
Pra fechar, ainda em São Francisco, dei uma passada numa surf shop chamada Mollusk!
Valeu pela dica Mau! Tem umas fish tails iradas, umas roupas “diferentes” e bons preços!
Então é isso! Até a próxima, ruma a primeira queda…
Murissa!
Com toda essa discussão de “sustentabilidade” aparecendo e sempre entrando em questão, todos os objetos envolvidos na prática de pegar onda são industrializados, na maioria das vezes nada ecológicos. Tudo é praticamente descartável, na minha opinião muito mal-feitas com custo altissímo para o padrão de qualidade ali aplicado. Aí entraria nossa criativadade para fazer se desvencilhar dessa indústria e fazer você mesmo. Eu sempre admirei coisas feitas a mão, não o artesanato em sí e sua aparência, mas desenvolver objetos para seu uso próprio usando da criatividade de reaproveitar e desenvolver o novo, é único e algo incrível. Muito bem envolvido com video, surf e sustentabilidade, Cyrus Sutton é um desses caras que constroe, corta e cola e faz seus próprios acessórios, fazendo tutoriais divertidissímos de assistir.
No site Korduroy.tv, a série Surf Sufficient mostra videos muito bem feitos ensinando desde como fazer sua própria parafina, quilhas, protetor solar a Cookies para devorar depois da nadada. Admiro demais essa cultura de “fazer você mesmo” que apareceu nos anos 80 com a moda punk com os zines e as roupas customizadas, mas na verdade acho que isso descende de uma época menos consumista e capitalista, onde o reaproveitar poupando o meio ambiente era sempre a primeira opção.
Vale a pena perder algum tempo olhando as coisas que se pode fazer em casa, é tudo mais legal que as coisas de loja além disso você economiza uma grana.
Como levantar sua bici antiga
Protetor solar orgânico
Abraço!
Mau
Arquivado em: Bate-volta, Surf | Tags: Clássico, Ed Wood, Filme, Fissura, Jazz, Jazz the Glass, longboard, Piratas, Stoke, Surfmovie
Depois de quase uma ano de espera, finalmente estreou na california e agora está fazendo tour pelos EUA. Tomara que não demore para sair em DVD!
Muito falado e divulgado por todos, recebeu elogios de grandes diretores como Thomas Campbell e Dana Brown
Um misto de surf, jazz e dublagens a lá Hermes e Renato. Incrível!!!
A stoke films produz estes filmes com baixo orçamento, são obras primas do lado B do surf. Contra cultura que flerta com o trash, ao estilo Ed Wood de cinema. São Geniais!!! www.stokefilms.com
Para quem ainda não conhece recomendo tb o já clássico Invasion from Planet C. A história de dois alienigenas quem vem a Terra em busca da Stoke (fissura) perdida. Pegam altas, conhecem gatas e fogem da polícia, incrível!
www. invasionfromplanetc.com
Di
Arquivado em: Surf | Tags: camisetas, ciro bicudo, conceito, estilo, fábio ammici, lançamentos, prancha de madeira, siebert, Surf

Prancha de madeira, água verde, e o início de uma 'caminhada' até o bico
Não é de hoje que o Siebert me impressiona com o conceito que impinge na sua profissão.
A marca é embasada na formação / nascimento / história do surf mundial e no ’style’ de fazer a coisa toda a contecer.
As Siebert Surfboards são pranchas feitas 100% de madeira. E para surfar numa ‘obra’ dessas, não adianta gritar ‘woohoo’, ter tattoo e nem correntona de prata. Tem que ter estilo e linha de surf.
Bom, para mim, isso já não era novidade. Conheço esse trabalho desde 2008 e sempre achei de muito bom gosto, e muito bem feito.
O que essa semana me chamou a atenção, foi o lançamento de uma coleção de 2 (sim, duas) camisetas que o Siebert está lançando. Mas não é só uma camiseta, uma surfwear qualquer. Assim como tudo o que faz, tem conceito, tem estilo, tem um propósito. E isso é difícil, por isso, são DUAS camisetas diferentes, não DUZENTAS.
Em parceria com o artista Cirro Bicudo e o fotógrafo Fábio Amicci, foram desenvolvidas duas artes para dois modelos de camisetas diferentes: uma gola em “V” com a estampa criada por Ciro Bicudo, e uma gola redonda, estampando o trabalho fotográfico de Fábio Amicci.
Cada uma tem um conceito muito forte. Além disso, são muito bem produzidas. As camisetas foram confeccionadas com o tecido Ultrafine da Pettenati, considerada a melhore tecelagem circular da América Latina.
A ‘gola em V’, chamada de HandPlane (para saber mais sobre o projeto handplane, clique aqui), estampa uma possível ‘cura’ para os dias flats de verão. Ou simplesmente, um jeito diferente de surfar, ficar amarradão, equilibrado.

O modelo HANDPLANE, by Ciro Bicudo
A ‘gola redonda’, tem ainda mais interpretações. Uma mulher sentada na janela, um longboard, outra janela, e uma bicicleta. Cara, dá pra ir muito longe nessa imagem.

O modelo 'gola redonda' by Fábio Ammici
O fato é: não quero ser prolixo. O cara sabe trabalhar CONCEITO. E isso, na minha visão, está em extinção nesse mercado, nesse segmento. Infelizmente, consegue-se contar numa mão (e pode ser até a mão do Lula com um integrante a menos no quiver) as marcas que sabem trabalhar essa palavra rara. Repito, quem SABEM TRABALHAR. Conceito todo mundo acha que tem. Trabalhá-lo bem feito é outra coisa.

Estilo e conceito andam juntos (imagem tirada do site www.siebertsurfboards.com.br)
Como comprar?
As camisetas têm o valor unitário de R$45 e um custo de frete de R$ 12 para todo o Brasil.
O custo de frete é o mesmo para uma ou DUAS camisetas.
Para encomendar a sua, envie um email para contato@siebertsurfboards.com
As duas camisetas tem o mesmo padrão de medidas de acordo com a variação de tamanho: P, M, G, GG.
Antes de efetuar sua compra, confira a tabela de medidas (é recomendado que sejam comparadas as medidas da tabela com alguma camiseta que você tenha em casa).
P: Tórax: 50cm / Comprimento: 68cm

Arte para comparação
M: Tórax: 53cm / Comprimento: 70cm
G: Tórax: 56cm / Comprimento: 72cm
GG: Tórax: 59cm / Comprimento: 74cm
Um abraço,
Felipe Baracchini

diversão garantida num dia flat
Eu comecei faz uns meses. Tô totalmente viciado. E já contaminei a minha namorada!
Sei lá pq to incentivando a galera a engrossar o crowd de SUP’s por ai, mas ai vai o meu TOP 10 razões pra você fazer/experimentar um stand up paddle:
1. pros iniciantes, no SUP a diversão vem em primeiro lugar, é fácil de aprender, não é desafiador demais, nem dói .
2. a prancha é cara sim, mas vai durar muitos e muitos anos se vc cuidar dela direito. Ela normalmente é feita de epoxy, não amarela!
3. pela primeira vez com uma prancha, vc pode dar um role por longas distâncias, fazer travessias. A remada dá um puta rendimento.
4. pela primeira vez com um prancha, vc pode pensar em outros usos: como meio de transporte, pra ir mergulhar, pescar, ou pra ficar só tomando sol em cima.
5. vc não precisa ser surfista pra começar – na verdade o SUP é até uma boa porta de entrada pro surf e pro windsurf
6. qualquer marola dá surf
7. quando vc está no outside esperando a série, vc tem uma perspectiva privilegiada das ondas, mais alto que os outros q estão na água
8. não, o remo não atrapalha qdo vc tá na onda.
9. não, não é dificil de virar e manobrar. É mais fácil do q parece.
10. é um puta exercício cardiovascular, de equilíbrio e q trabalha o “core” abdome e quadris.
Abs, Zé
Arquivado em: Surf | Tags: bancada, hawaii, outer reef, paddle power, Surf

Mark Healey aproveitando a chance de surfar esquerdas GIGANTES!
O Surfline sempre me impressiona com a qualidade das fotos e matérias publicadas diariamente.
Essa em especial me chamou a atenção. Na verdade, nada aqui é outstanding editorialmente falando, mas a performance dos surfistas me deixou boquiaberto.
Abaixo vão algumas fotos publicadas na matéria PADDLE POWER por Mike Cianciulli. Fotos by Hank

Kohl Christensen tranquilo como se tivesse dropando 1 metrinho em Maresias

Reef McIntosh e Kala Alexander mostrando que os regular footers não têm medo de dropar no estilo

Dave Wassel dividindo "a boa" com um amigo. Tem onda grande pra todo mundo!
Abraços
Felipe Baracchini


Artista californina inspirada. Aquarelas de sonho.
Como disse o Fê, q deu a dica, ’simple and pure talent’.
Abs, Zé
Arquivado em: Surf | Tags: berkeley, california, dicas, interurbano, SF, Surf, Telefone
Arquivado em: Surf | Tags: esporte diferente, experiência, maui, ski, Solomon, Surf, youtube
E a “gringaiada” continua inventando. Dessa vez eu fiquei bem surpreso com a mistura que eles fizeram, e tb com a estrutura que possibilita eles se darem ao luxo de testar, inventar e criar novas modalidades – se é que isso pode ser considerada como. Que o snow e o surf tem muito em comum é óbviu, mas e o surf com o ski?
Depois de Dave Kalama e Lair Hamilton pisarem na areia com botas de snowboard para praticar o foilboard, agora foi a vez da equipe de esquiadores da Solomon usar botas de ski para deslizar pelas paredes de água de Maui. É diferente, interessante, estranho e nem sei se pode agregar algo para o surf e os equipamentos que utilizamos, mas eu bem que gostaria de tentar.
abs,
felipe


















