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Guilly Brandão, campeão de 2006, rasga na marola do Lago Paranoá
O bate-volta desse final de semana será um pouco diferente. Não será para surfar no litral de SP e sim para pegar onda em Brasília (DF). Nos dias 30 e 31 de agosto acontece no lago do Paranoá o 5º Campeonato Brasileiro Mormaii de Wake Surf. O evento será realizado em frente ao surf bar Mormaii, point de encontro famoso entre os moradores de Brasília.
Uma lancha com peso especial corre toda a extensão do lago produzindo uma onda completamente surfável, inclusive na remada.
Quem defende o título este ano é o atleta da Mormaii e campeão mundial de kitesurf Guilly Brandão. Outro atleta que também vai estar presente é o bicampeão brasileiro de wakesurf Juliano Degrazia.
Ovelha
Essa deve ser o melhor dia para pegar onda no próximo fim de semana. O que acontece é que vai entrar um swell de sul na sexta à noite. Ele vai bombar no sábado o dia inteiro (que deve tb ter bastante onda) e vai alinhar para o domingo. Tem que torcer para estar bom. Pelas expectativas, talvez não tenha tanto vento.
Provavelmente, irei fazer o bate no domingo bem cedo, pois sábado tenho um compromisso em sampa. Alguém vai?
Para semana que vem às chances de ter algum dia legal são poucas, mas vamos ver como vai ser o fim de semana para decidir o BV da semana que bem.
Clique aqui para ver a previsão.
“O segredo para surfar dias clássicos é ir para praia sempre que puder.”
Hoje temos boas ondas quebrando no litoral de São Paulo, com algumas praias rolando até 1m na série. Poderia ter sido um bom dia pra fazer um bate-volta, mas ainda estamos nos recuperando do final de semana “gringo” que tivemos no litoral norte de SP.
No sábado passado (23/08), Maresias começou a mostrar sua força durante o dia. O swell de SUL com vento LESTE despertou ondas de 1.5m e algumas séries maiores, pouco crowd, uma leve garoa e muita onda pra todo mundo.
Ficamos “acampados” na mais nova base do surf, no canto do Moreira, uma casinha simples, pequena, muito antiga, mas quase que na frente de uma das melhores ondas do estado de SP. É pegar a prancha dar alguns passos pra checar as condições do pico. A previsão das ondas para o domingo era muito boa, mas para poucos. A ondulação deveria ganhar força para 2.5m e o período girar em torno de 13 segundos.
Na manhã seguinte, peguei a câmera filmadora e fui checar as condições do surf. Antes mesmo de pisar na rua de terra, um surfista passou correndo com sua prancha, sozinho, como se estivesse fugindo de alguém. Nessa hora tive a certeza de que o mar estava grande.

Haroldo Ambrósio, Maresias.
Poucos passos depois, cheguei na praia e me deparei com ondas de 2m, com séries maiores, e um vento terral absurdamente forte. Um jet-sky já estava puchando o único tow-surfer da água. Logo na primeira onda, o cara entrou em uma direita cabulosa e tranquilamente deixou a cortina fechar enquanto corria dentro do tubo. Depois de ver isso, só pude concluir que surfar em Maresias naquele dia seria muito difícil. O vento estava muito forte e as ondas abriam apenas para aqueles que entravam nela com a ajuda do jet.
Logo decidimos procurar outro pico, que talvez estivesse com bom tamanho e formação melhor. Dito e feito.
Pegamos altas ondas de 1 metrão, com o terral “regulado” e sessões tubulares. Tinha onda pra todos os lados, perfeitas, lisinhas e abrindo tudo.
Depois de nos acabarmos de tanto surfar, fomos ainda para outra praia fazer um fim de tarde. Estava simplesmente clássico. Ondas de 1.5m, com “aquele” terral, pôr do sol alucinante e direitas e esquerdas que começavam a quebrar gordas e depois rodavam uns tubos mais pro inside do pico. Cada onda que passava, o terral “despedaçava” o lip fazendo uma chuva no crowd que só dava risadas.
Na volta, ficamos sabendo que em Maresias o tow-in se deu muito bem, e que algumas pessoas tentaram pegar as bombas na remada, mas era se jogar no outsitde e esperar 1 hora pra dropar uma fechadeira. Fizemos a escolha certa, pegamos altas ondas o dia inteiro!

Sylvinho Mancussi bota pra dentro sem medo.
É inevitável começar a semana um pouco menos fissurado, mas já estávamos marcando o bate-volta pra terça-feira, já que infelizmente nem todos conseguiram descer no sábado. No final não fomos pois as condições não estavam tão boas, e hoje a maioria não podia descer. Agora é só monitorar as previsões e decidir quando vamos fazer o próximo bate-volta.
Ovelha
Nessa semana, mais precisamente na terça-feira, 05 de agosto, fizemos o mais inusitado dos bates até hoje. Isso porque uma equipe da rede Globo, liderada por Fabrício Bataglin, nos acompanhou até a praia do Tombo para registrar a rotina daqueles que surfam durante a semana e voltam para trabalhar em São Paulo.
“Por sorte”, pegamos boas ondas no tombo, com 1 metrão de Sudoeste, onde apesar da correnteza deu pra pegar umas boas esquerdas. Agora é só aguardar a matéria ser veiculada no Programa Mais Você pra ver se o câmera men registrou alguma boa.
Já me perguntaram mil vezes como eu aguento fazer esses bate-voltas em dias de semana. Na cabeça das pessoas o raciocínio é mais ou menos assim:
“Acordar muito cedo é às 7h, porém acordar às 4h30 é igual a não dormir. E não é simplesmente acordar às 4h30, é acordar, sair da cama quente e ter que aturar o frio. Nesse mesmo frio, tem que colocar as pranchas em cima do carro e depois dirigir, e não é dirigir uns 20 minutinhos não. É viajar. Pegar estrada e pagar pedágio. Descer a serra. Mas a pior parte ainda não chegou. Após chegar na praia, ainda de noite, tem que colocar a roupa de borracha e ficar esperando no frio o amanhecer. Depois disso tem que entrar naquela água gelada e pensar que eu podia estar dormindo no quentinho nesse momento. Pra complicar ainda mais, quando sair da água, não tem um lugar bom, nem tempo de sobra para tomar aquele banho gostoso. Pior ainda é viajar para São Paulo de volta e ficar morrendo de sono o resto do dia. Tudo isso, por 2 horas de surf. Para mim essas 2 horas poderiam ser facialmente trocadas pelo sono.”
E o meu pensamento:
“Graças a Deus vai entrar onda. Esse swell de sul como o vento de noroeste vão fazer com que a ondulação tenha um tamanho legal, com uma constância boa e com um mar bem lisinho, ou seja, previsões para um dia clássico surf. No dia anterior não consigo nem dormir pensando nas ondas que vou pegar. Já acordo na pilha para arrumar as coisas e ir logo para a praia. Assim que chego lá, o entusiasmo aumenta ao ver aquele mar perfeito amanhecendo sem crowd. Maravilha. Tudo que eu preciso. Vou passar o resto do dia com a cabeça feita.”
gui+salgado



