Bate-Volta – chegar, surfar e voltar.


Em tempo, surfe.
outubro 29, 2008, 3:24 pm
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Poderia discorrer muito sobre o tema e algumas histórias pessoais para contar, mas acho que nem tem muito o que escrever, só admirar, agradecer e aprender. Reflita. Surf é vida.

Veja esta matéria realizada pelo programa Mais Você, da rede Globo, neste link.

abraço e boas ondas!

Felipe



Thank you lord…
outubro 28, 2008, 6:23 pm
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Surf fun quarta-feira 22/out, 6 horas da manhã. Amanhecer no outside, nascer do sol mais que privilegiado.

O alaranjado quase vermelho da estrela que ilumina o dia nos abençoa desde os primeiros minutos da sessão. Era o que eu mais precisava depois de mais ou menos 1 mês sem saber o que era água salgada. Mais ainda se recordar que o bate que antecedera a sessão foi aquele, o bate de uma onda só, ou melhor, de um drop apenas.

Como o físico não tem sido trabalhado durante as semanas vividas na babilônia paulista, o condicionamento não permitiria um mar muito grande ou com fortes correntezas. Sabíamos que ia ser um dia pequeno e o vento ainda era uma incógnita. Sem mais rodeios, foi acordar e ver um mar pequeno de fora, mas com um movimento até que otimista e o melhor, sem vento e pessoas. Foi correr para o Bostrô e entrar no mar eu, compadre Gui “wanna” Salgado e um bodyboarder mais lá no canto. Pra abrir o sorriso, aquela última série antes do encontro com o outside veio linda, única, esquerda, 1 metrinho em pé, derramando o lip pouco a pouco, uniforme e previsível. De fato ela foi única, pegamos ótimas ondas, esquerdas, direitas, mas nenhuma como aquela, longa como ela.

Certa vez ouvi uma frase que seguia uma daquelas ondas maravilhosamente grotescas que rolam em Teahupoo: “Algumas ondas não foram feitas para serem surfadas”. Claro que faz referência ao tamanho, força, e todos os outros adjetivos mais que Teahupoo pode assumir e representa para o nosso esporte, mas olhando apenas pela plasticidade, estética e referência de beleza que permeia o imaginário de um surfista, aquela esquerda que separava eu e meu compadre do outside era digna de ser seguida pela referida frase.

Assim, reflito que certas ondas não devem ser plasticamente destruídas em gozo próprio, pois o deleite de outrem reside nela. Tamanho o meu prazer em ver e apreciar cada movimento, textura e força daquela pequena onda já me fez agradecer o momento, o bate, a oportunidade de ali estar sem mesmo ter surfado uma onda, pegado uma parede ou acertado uma bela rasgada de backside. Foi que Bob surgiu na mente, seguido de um sorriso pela associação muito pertinente que ocorrera…

Thank you, Lord, for what you’ve done for me.
Thank you, Lord, for what you’re doing now.
Thank you, Lord, for ev’ry little thing.
Thank you, Lord…

Obrigado.
Felipe Barros



A tentação da prancha
outubro 27, 2008, 7:32 pm
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Para mim surfar é uma das melhores sensações. Conseqüentemente, tudo que está relacionado a surfar também é associado a essa sensação. É por isso que a prancha é o xodó de todo o surfista. Acho que ela só perde o posto para a onda, a diferença é que a onda não dá pra “pegar”, já a prancha dá pra passar parafina, andar na areia, colocar na capa entre outras coisas. Sabendo disso entenda minha situação.  

                                       

Semana passada alguns amigos (todos escrevem aqui no blog) comentaram que iam fazer uma nova prancha. Meu primeiro pensamento foi: “esses caras já tem pranchas suficientes para surfar durante 10 anos, para que uma nova?”. Bom, depois passou um tempo, eles começaram a conversar sobre quais seriam as medidas ideais para a nova prancha, qual cor gostariam de pedir e por aí vai. Infelizmente ou felizmente, eu estava nessa roda de discussão e não consegui, nem por 1 minuto não imaginar como seria uma pranchas dessas para mim. É impossível não pensar. Então, comecei a refletir sobre o assunto. (mais…)



Hoje não dava pra sair!
outubro 22, 2008, 7:56 pm
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Altas, sem vento, pouca gente, mar lisinho, sem correnteza, ondas abrindo. Esse é, resumido, a descrição do bate de hoje. E para quem não surfa em um mar bom há algum tempo, valeu a pena e muito.

tombo 22/10/08

tombo 22/10/08

No dia anterior rolou uma discussãozinha de quem iria pro bate e quem ficaria “descansando” em sampa. O pessoal do descanso tinha se moido de surfar na baleia no último domingo e a galera que ia pro bate não conseguia surfar direito fazia tempo. É claro que, apesar da falta dos descansados no bate, o que nao faltou foi incentivo dos mesmos.

Quero mais é q vcs sintam um pouco do q eu senti ontem…a série vindo com 1.5m metrão, terral bombando, ai vc escolhe se quer ir pra direita ou esquerda….decidi ir pra direita, rema tranquilo, dropa atrasado sem ver mta coisa por causa do spray do lip que o vento fazia, da aquela cavada lá embaixo, sobe aquele paredão e solta uma rasgada bem no olho da onda…incrivelmente ela continua abrindo, vc fa outro dropao, cava e solta um cut-back…a onda continua abrindo, mas da uma engordada…vc acelera pra conectar com o inside, e qdo ve, tá dropando 1 metrinho de onda no inside, bem cavadinho e com um tubinho rodando…” diz Ovelha

Depois de ler isso, nao restava outra dúvida a não ser quer horas vamos sair.

Última olhada no Bostrô

Última olhada no Bostrô

Astúrias bomboando na volta pra sp

Astúrias bombando na volta pra sp

gui+salgado



Volvo Ocean Race Game
outubro 16, 2008, 3:16 pm
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Tava conversando com o Ovelha que o conceito de bate-volta é mais amplo, não fica só no surf. Tem a ver com qq coisa que te dá uma aliviada/relaxada/ligada, que pode ser acessado facilmente e do qual vc pode retornar rapidamentre às obrigações mundanas. Então ai vai uma dica de “bate-volta”:

No último sábado aconteceu a largada da edição 2008-2009 da Volvo Ocean Race, a mais tradicional regata de volta ao mundo, que percorre 68.000 km de mar em dez escalas, entre elas a cidade do Rio de Janeiro.

Junto com os 7 veleiros que tão competindo (um deles comandado pelo Torben Grael), largou uma flotilha de 16 mil veleiros virtuais (hoje já são mais de 29 mil). É um jogo que simula a regata em tempo real, onde você cria o seu barco virtual e pode seguir pelo globo as mesmas rotas e se submeter às mesmas condições climáticas que os competidores reais, mudando rumo, trocando velas, fazendo estratégia e competindo com o outros “capitães” online. (mais…)



Surf e o tempo pontilhista
outubro 12, 2008, 12:41 pm
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Para Dali, esse segundo foi eterno.

Para Dali, esse segundo foi eterno.

Tava lendo um livro quando me deparei com um conceito interessante: o tempo pontilhista.

O conceito fala do ‘passo’ do tempo. Ao contrário das idéias anteriores de linearidade, continuidade e progresso, que eram as primeiras associadas à passagem do tempo, estaríamos hoje sentindo e criando uma nova forma de fazê-lo acontecer.

Antes, o tempo sincronizado e vigorosamente puxado à frente pelas linhas de montagem. Agora, o tempo fragmentado, descontínuo, com pesos e valores diferentes dependendo da qualidade do momento vivido. O tempo da internet, do desejo consumista, que ri das distâncias, que conecta e desconecta tudo e todos, imediatamente, simultaneamente. Tempo que abriu mão da idéia de passado ou de futuro. Falar desse tempo é necessariamente falar do Agora, a sua única unidade capturável, a última fronteira ainda sob nosso controle.

“O tempo pontilhista é fragmentado, ou mesmo pulverizado, numa multiplicidade de ‘instantes eternos’ – eventos, incidentes, acidentes, aventuras, episódios – mônadas contidas em si mesmas.”

Os surfistas materializam muito bem essa questão: de um lado estão sempre contrariados com o real que se apresenta e, do outro, vivem em sonho o momento de Verdade, numa dimensão espaço-tempo diferente. A realidade de concreto é o véu do falso, estelionato da civilização. Real mesmo é o sonho dentro d’água. (mais…)



Carlos é 9!
outubro 4, 2008, 3:51 pm
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Parabéns ao Rei! No Billabong pro em Mundaka não precisou ir além da quarta bateria para conquistar o título com antecipação, levando o nono título mundial em sua carreira. Parabéns também ao CJ Hobgood, que surfou muito e merecidamente levou a etapa.

O pessoal da Mellin vídeos fez um vídeo de homenagem bem legal pra comemorar.
A trilha é “Fly Trap”, do 00 Soul, de Long Beach, CA.
Assista aqui!

Como a tradição manda.

Como a tradição manda.

Abraço!

fontes:

http://www.billabongpro.com

http://www.gruposal.com.br/blog/

 

Mau



Trabalho 1 x 0 Surf – essa semana o trabalho ganhou
outubro 2, 2008, 3:53 pm
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good-bad-ugly-17th-surf_017 por mikebaird.Têm vezes que por mais fissura que nós sofremos é simplesmente inviável fazer o bate-vota. Um exemplo disso aconteceu nos últimos dias. A expectativa por ondas estava bem grande, o incentivo de amigos foi bem persuasivo, porém o esforço não se transformou em resultado. E o trabalho foi dominante sobre o surf. Ao invés surfar às 7h am, tive ir trabalhar às 7h am.  Eu odeio admitir esse tipo de derrota, mas ela foi inevitável. Só espero que isso não se repita e o surf sempre vença.

Não vivo para surfar, surfo para viver.

gui+salgado