Bate-Volta – chegar, surfar e voltar.


O bate da nova green fish 5’9
novembro 26, 2008, 10:08 am
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O bate-volta de terça foi diferente. Não foi realmente para surfar.  Nós até surfamos, mas o real objetivo foi para pegar as novas pranchas que encomendamos com um brother lá do sul. As pranchas estavam no Guarujá desde quarta-feira passada esperando pela nossa chegada, infelizmente não conseguimos ir buscar no feriado, porém fizemos um bate pra resolver a situação.

Como os outros surfistas iam demorar muito para descer na segunda à noite eu acabei indo mais cedo sozinho mesmo. Cheguei lá por volta das 22h e assim que aterrissei meus pés no tombo recebi uma ligação do Ovelha. Se fosse um bate normal a primeira coisa que ele iria perguntar era se o mar estava bom, se tinha muito vento, se estava frio e por aí vai. Mas a pergunta dele foi: “Como estão as pranchinhas?”

As pranchas ficaram iradas. Acabamos indo dormir quase 1h porque ficamos muito tempo apreciando as nossas novas conquistas. Ter uma prancha nova é uma experiência interessante.

bate-volta

 

green Fish 5'9

green Fish 5

Como o mar estava muito mexido e grande, nem decidimos estrear nossas novas fishes. Não ia valer a pena. Fish é uma prancha para um mar menor e com quatro quilhas ela dá velocidade que uma prancha normal não consegue em uma marolinha.

Agora é só esperar o fim de semana para ter a oportunidade fazer a primeira queda com a nossa nova aquisição.

Abs

Gui+Salgado

tombo 25-11-08

tombo 25-11-08



Surfrider.org
novembro 24, 2008, 9:07 am
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Surfrider Foundation

www.surfrider.org

Bom fim de semana!

Mau



Perfect swiming pool wave.
novembro 19, 2008, 5:56 pm
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O dia que isso acontecer o surf como conhecemos vai mudar. Não estou falando que vai piorar ou vai melhorar, só estou dizendo que vai ser diferente.

Minhas razões são simples.

Hoje nós vivemos em função do surf. O surf guia nossa vida. Isso acontece por que não temos o menor controle sobre o surf. Diferente do tênis, por exemplo, não podemos falar de quarta e quinta das 6h ás 7h vamos surfar, ok?

Por isso, para ser um bom surfista, você tem que parar sua vida e ficar na espera da onda. Um dia ela pode vim e outro dia não, pra pegar os melhores mares você tem que estar nos lugares certos. O surf consome nossa alma. A gente morando em São Paulo não pega os mesmos mares que um cara que abandonou sua carreira de publicitário e foi morar no havia plantando abacaxi. Nesse caso o surf é que define a vida dele e não ao contrario.

Contudo, se existisse uma onda artificial na qual conseguimos controlá-la, a coisa ia ficar diferente. O bate-volta seria outro. Não sei se melhor ou pior, mas diferente ela saira.

Concordam?

Abs

gui+salgado



O bate-trânsito-volta
novembro 17, 2008, 5:29 pm
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 Vou ser sincero com vocês. Não tava agüentando mais ter que ir surfar e ficar contando no relógio quantas horas faltava para eu sair. Tava dando sufoco. Eu gosto de bate-volta, mas eu preferia não fazer se eu tivesse a opção de surfar o dia todo. Bom, e aí veio o fds e pelas previsões iria ter onda. Ótimo, pensei. Muito enganado eu estava.

Trânsito Imigrantes

Trânsito Imigrantes

  (mais…)



Fugindo do crowd
novembro 17, 2008, 5:19 pm
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Toda sexta-feira a noite, tenho um compromisso, já é minha sina! Lutei por isso e conquistei esse privilégio, abrindo mão de coisas que antes me pareciam mais importantes e hoje me parecem mais uma perda de tempo. Um fim de semana sem praia ou a tranquilidade da natureza é um fim de semana morto, quase sem prazeres, simples assim. Esta sexta-feira me deparei com um tráfego logo no começo da imigrantes, achei um pouco estranho, e culpei a minha rota, quando o trânsito começou a parar e comecei a me deparar com um fluxo de carros  e pessoas que bem… não é de costume serem vistas sentido litoral nas sextas, daí lembrei do feriado! Aquele feriado de 15 de novembro, sabe qual é? Ignorante ou não eu ainda não sei, só sei que me fez pensar que eu teria um longo caminho pela frente.

Como de costume, viajo sozinho e geralmente sem som no carro. Ver a gama de pessoas, que descem para o litoral no final de semana é bem fascinante, ficam claras as intenções delas para o feriado como aquele grupinho de meninas que não desanima nem com o trânsito, a família silenciosa, os meninões que usam óculos a noite e ouvem eletrônico alto, os barbudos hippies no carro velho, enfim toda essas grupos  somaram 140 mil veículos rumo ao litoral só pela Ecovias, minoria absoluta de pessoas sozinhas como eu. Surfistas ou não no sábado estavam todos lá, bebendo, relaxando, dançando, dormindo, todos lutando pra estar nas faixas de areia, talvez o lugar mais democrático dos brasileiros. Quatro horas e meia foi o tempo necessário para chegar perto do meu pedaço de areia, 2:30 a mais do que geralmente me custa. Felizmente meu pedaço de areia ainda quebra altas ondas, e com um crowd regulado por um localismo saudável, e fiz minha cabeça em com meio metrão na manhã toda.  Na volta sábado a tarde, mais trânsito, na verdade, muito mais do que na minha viagem de ida, como há muito tempo eu não via, mas felizmente eu estava no sentido contrário, o que me fez perceber que é esse o sentido certo e espero percorrer nos meus futuros feriados de verão.

Fico pensando como será o fim deste ano, o próximo feriado, o próximo verão. As previsões são tristes, infelizmente para apaixonados por uma praia tranquila, limpa e vazia, resta se endinheirar para pelo menos garantir o meu pedaço na faixa de areia, uma solução quase nada democrática, como alguns condomínios já vem adotando, uma maneira burguesa e egoísta de se isolar. Já vi lugares que admirava muito serem depredados e ainda tenho 24 anos,  fico imaginando quantos casos assim já não passaram pelos olhos dos caiçaras mais velhos ou dos pioneiros que descobriram o litoral de São Paulo. É uma situação quase que desesperadora, que só me faz pensar que certas coisas não se equilibram nunca, vivem em desequilíbrio constante e isso só aumenta, sem solução, com danos irreparáveis. Fazer parte desta massa que migra para o litoral no verão, para passar a semana ou o fim de semana, é uma coisa que não consigo imaginar como futuro. É simplesmente morte lenta, assim como as filas de ida e volta.

Com esse desabafo, continuarei a fazer os bate-voltas, mas deixo de comentar sobre, deixando lugar para coisas que acredito e acho mais apreciáveis!

Abraço!

Mau



“Work that we do”
novembro 12, 2008, 12:28 pm
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Fiquei pensando, pensando, e pensando: o que vou falar sobre o WCT Brasil? Só fiquei pensando, pensando e pensando, pq estive lá na Praia da Vila, em Imbituba, durante 9 dias, “acompanhando” todos os dias do evento. “Acompanhando” pq na real estive lá a trabalho, e não tinha tempo de assistir uma bateria inteira na maioria das vezes… A noite, quando voltava pro hotel depois do surf, checava na internet os resultados. Bizarro não? Isso pq eu estava lá, na cara do gol, com passagem livre para qualquer área do evento.

Praia da Vila, Imbituba - SC - Brasil

Praia da Vila, Imbituba - SC - Brasil

Tudo começou no domingo, dia 26 de outubro, quando desci no aeroporto de Florianópolis e logo me deparei com uma bag da FCS enorme, e do lado uma loira gostosona, fashion, com cara de “maria parafina” de atleta do WCT. Não deu outra. Logo em seguida apareceu o dono da BAG e da GATA. Era um dos HOBGOOD. Não consegui identificar qual deles, os caras são mto parecidos. Resolvi matar minha curiosidade e assim que tive a oportunidade troquei uma idéia com ele e descobri que era o DAMIEN. Foi super simpático, conversamos rapidamente e desejei boa sorte na Praia da Vila.

Nessa hora eu pensei: essa semaninha vai ser demais. E realmente foi uma puta trip a trabalho que deu pra surfar o suficiente pra matar a fissura do dia, uma média de 1h30 ou 2h nos melhores dias. Fui pela Alma Surf, montar uma instalação de pranchas, em parceria com a Nova Schin e a agência de eventos Loop. Acabei descolando um trampo de promoter/bar-man pro Mau, que chegaria no dia seguinte de busão.

Na terça-feira, dia 28, o campeonato começou com altas ondas, sol e muito trabalho. Fiquei o dia inteiro vendo aquelas ondas perfeitas e nada de conseguir surfar. Tinha 1,5m na série, abrindo, e a maior vontade de cair na água do mundo. desde domingo ainda não tinha tirado minha prancha da capa, e já estava ficando completamente louco. Quando acabmos nossos deveres, por volta das 18h33, corremos pro Hotel, finalmente tiramos as pranchas da capa, colocamos o john e saimos correndo em direção ao canal da Praia da Vila. Chegamos lá por volta das 19h, o tempo tinha fechado, e iria escurecer cedo. 

Entrando no canal, olhei pro Mau e pensamos a mesma coisa: como é bom entrar num pico que a gente ainda não surfou. É como sair com uma gatinha pela primeira vez, sempre rola um frio na barriga. Ficamos simplesmente indignados com o canal…vc não precisa nem remar…é só entrar e sentar na prancha: Vc vai chegar no pico, sem o menor esforço. Tava um puta crowd, e não só um puta crows, um crowd de pró! Na água, Rodrigo Dorneles, Léo Neves, Taylor Knox, Mick Campbel, Simão Romão, Binho Nunes, dentre vários outros surfistas profissionais. A sorte, é q a VILA tem uma onda gringa, forte, que abre pros dois lados, e todo mundo consegue se dar bem! Saimos da água de noite praticamente, felizes da vida apenas por “estar ali”.

DAY OFF - Assim como toda boa etapa brasileira, tivemos dois dias cancelados consecutivos, por “falta de ondas”. Na real, foi por falta de público mesmo devido a chuva, pq estavam rolando altas ondas! 1 metrão, vento nordeste terral bombando, e a Vila funcionando mto bem! A parte boa disso tudo, foi que tivemos 2 dias mais relax, sem precisar trabalhar o tempo todo, portanto deu pra pegar mais do que 1h de onda! O segundo dia realmente estava ruim. Muita chuva, frio, e ningué, afim de surfar. Foi quando era 10h da manhã, resolvi colocar a borracha e ir pra praia sozinho. O mau ficou dormindo, e o resto da galera do hotel idem. Fui andando na chuva e no vento sul (maral) até o canal da praia da vila. Chegando lá, tinha apenas UMA pessoa na água, ondas tortas, mto vento, devia ter meio metro zuado de onda. É claro que eu entrei no mar. Quando cheguei no outside, vi que a única ALMA ali era o Mick Campbel, com seu cabelo esquisito. Não demorou muito e já lancei pra ele: What’s up mate? Not so good today ha? Na hora ele deu uma gargalhada, ai eu já pensei: lá vem ele falar mal das ondas do Brasil, e ele disse: Not so good man, but there is no corwd, just you and me! So I think it’s perfect! Tive que concordar com ele…estávamos surfando no palco de uma onda rota do WCT, sozinhos, isso era bom demais! Em seguida, entrou uma série e saimos remando pro fundo, qdo ele virou a prancha e começou a gritar GO GO GO GO! Era uma esquerda, balançando tudo, mas que com certeza ia abrir… Nessa hora remei com força e torci pra não fazer feio… Peguei a esquerda, dei duas rasgadinhas e sai amarradão, pensando: só essa valinha já valeu o esforço. Continuei por mais 1 hora e sai do mar. O aussie ficou lá sozinho mais uma vez, curtindo o “no crowd” dele.

G-LAND - Já no sábado, o sol voltou a bombar, as gatas começaram a desfilar na frente do palanque da Hang Loose e as ondas estavam demais! Água verde, terral, calor, e uma ressaca da porra! Tinhamos ido pro Mar Del Rosa na sexta feira, num esquema dos bons, camarote, bebida a vontade, van pra levar e buscar, tudo como deveria ser. Chegamos no hotel 6h da manhã, e as 7h levantamos pra mais um dia de trabalho. Chegando na área do evento, fiz a minha parte, levantei a instalação de pranchas, escrevi a sinopse do filme do dia (fizemos o IV Festival Internacional de Cinema da Bienal lá no SUL) e decidi voltar pro hotel e dormir até o meio dia, pois estava esgotado. Foi quando olhei bem pra direita, pro meio da praia, depois da ilha que fecha o PALCO dos surfistas, e vi um espumeiro quebrando…de repente, linhas perfeitas, e a espuma correndo bem devagar…Todo mundo fala que as ondas na vila só rolam entre a Ilha e a costa do canal, e que o resto da praia nunca rola nada. Foi quando perguntei pro Cabelo, um local que estava trabalhando lá tb, que onda era aquela. Ele disse: aquilo ali é o Castelinho funcionando, ou G-LAND se vc preferir… altas esquerdas, hoje deve estar perfeito! Puta merda, eu já estava com apenas 1h de sono, e de ressaca, e pensei: perdi essa. Fui pro hotel pra dar aquela descansada, mas o tal do CASTELINHO quebrava exatamente NA FRENTE do hotel. Olhei pro mar, vi um pequeno crowd, e as esquerdas funcionando. Não tive dúvidas. FUI SURFAR! Entrei na água e rapidamente já curei aquela “ressaca” deivido a água fria, mto fria! Realmente, fiquei chocado! Tinham ALTAS ONDAS, a maioria esquerda, mas tb umas direitas… Remei pro pico, e esperei a série… Ela veio, com um metrão, bem alinhada, e cada um do pico remava pra pegar a sua onda! Esperei a minha, e acho que sobrou a quarta onda da série pra mim. Remei com o sorriso escancarado no rosto e nem acreditei na onda perfeita que estava dropando. Não sei como tb até agora, mas dei 6 rasgadas e um cut-back logo na primeira. Depois peguei uma direita, e lá foram mais algumas rasgadas e outro cut-back. A onda era ignorante, não parava de abrir, era perfeita. Peguei mais algumas esquerdas e 1h depois, sai da água mais do que feliz, como se tivesse dormido 9h de sono non-stop. Caminhei pela praia dando gargalhadas sozinho, só agradecendo mais uma vez, por estar ali.

 

 

BEDE CAMPEÃO - No domingo o AUSSIE Bede Dubridge foi o campeão da etapa brasileira, o cara quebrou a vala simplesmente! Não via a hora do campeonato terminar para aproveitar aqueles 2m de onda que estavam rolando. Assim que o Bede desceu do pódium, corri pro canal e percebi que as coisas estvam um pouco diferentes.  A correnteza do canal estava forte demais, em pouco tempo fui arremessado na zona de impacto, e depois de pegar a primeira onda do dia, comecei a tomar na cabeça. A opção foi sair, e voltar correndo pro canal, agora, mais esperto! Sabia que não podia ficar no “desemboque” do canal, senão iria tomar na cabeça de novo. Estava ali sozinho, esperando o Mau, Jotta e Marcellão da Loop entrarem no mar. Foi quando veio uma série, e dropei a segunda onda, uma direitona, abrindo tudo, e eu de 6’2, quando vi os 3 chegando no outside pelo canal, o jotta gritando o meu nome e o Mau mais feliz do que nunca. Sai da onda e na hora avisei: não fiquem aqui, remem pro fundo e fiquem perto ilha! Não adiantou nada, eles precisaram entender da maneira mais prática o que eu queria dizer! O Mau ainda conseguiu se dar bem, mas o JOTTA tomou várias, e depois foi inevitável dar umas boas risadas com ele contando “como se fudeu” naquela série gigante que varreu o crowd! Foi uma sessão de despedida da Vila, da semana do WCT e do tão sonhado trabalho na praia.

Ovelha



O bate do Obama
novembro 7, 2008, 1:59 pm
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YES WE CAN

Foi com esse espírito que partimos para o guaru na terça a noite, dia da eleição dos EUA. Já eram quase 23h30 e eu ainda estava em casa jogando vídeo-game esperando os outros surfistas do bate-volta. Nesse horário já devíamos estar dormindo no Guarujá e eu já estava aguardando há um bom tempo. Chegou ao ponto de eu pegar o cel para ligar e cancelar, mas YES WE CAN. Não podia cancelar, o bate-volta é sagrado.

Finalmente eles apareceram e fui de Sampa non-spot até a minha cama no guaru. Chegamos por volta das 1h am e pelas contas dormiríamos no máximo 4h33. Muito pouco para agüentar o surf e o dia inteiro de trabalho. YES WE CAN. YES WE CAN. (mais…)