Fala galera,
Não sei se vocês leram a folha nesses dias, mas saiu uma reportagem muito legal sobre um grupo de ciclistas (pedal verde) que saem para andar de bike por São Paulo todo domingo de manhã e vão plantando árvores pela cidade. Eu achei a iniciativa fantástica, aliar o esporte com preocupação com a natureza. Parabéns!
De vez enquando eu dou uma de ciclista também e faço umas trilhas e tal. Mas sempre que penso em pedalar em São Paulo penso na mistura dos gases dos escapamentos de caminhões e ônibus com o ar do meu pulmão. E aí minha vontade diminui consideravelmente. Confeço que nunca fiz nada pra tentar mudar essa situação, diferente desses caras do pedal verde.
Bom, visto isso fiquei pensando em como nós surfistas poderiamos fazer alguma coisa para contribuir na melhora do meio ambiente também. Alias surfistas deveriam ser totalmente focados nisso, pois o surfe depende 100% da natureza e ainda não existem ondas artificiais perfeitas. Surfe não é igual a tennis que é só construir uma quadra e sair jogando. Se os surfistas não estiverem em sintonia com o meio-ambiente, acabou o esporte.
E ai, a grande pergunta:
Como os bate-voltas podem se tornar bate-voltas verdes?
Abs
gui+salgado
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Temos uma convidada no Bate-Volta. Tati Saccomanno, amiga kitesurfer, faz um relato da sua recente kitetrip pelo Ceará durante a entrada da primavera:
Sem grandes expectativas e programações, dia 03 de agosto às 7am, acordo, preparo o sarcófago, 2 kites ( 9 e 12 ) uma prancha, biquinis e vestidinhos , havaianas e protetor super waterproof 50. Fortaleza, lá vamos nós. Desembarco ao meio dia, carro e GPS no celular, primeira parada: Paracurú; o lugar sensacional, todos velejando numa quina da praia, me lembra São Miguel do Gostoso, um bar de frente, vários gringos e 25 nós garantidos…. Velejamos das 3 às 6pm, e continuamos nossa viagem para a Ilha do Guajirú. (mais…)
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Depois de vários dias de atraso, muito trabalho e finais de semana NÃO surfados, finalmente cheguei onde queria estar. No congestionamento da marginal Tietê.Parece estranho, mas sempre que tenho alguma viagem pra fora do Brasa marcada, fico pensando: “não vejo a hora de estar parado na marginal a caminho do aeroporto”. O normal seria pensar mais à frente, em chegar no destino final, ou qualquer outra coisa, mas é sempre a marginal e o trânsito. Não sei ao certo o por quê desse desejo, mas aos poucos estou concluindo que, morando em uma cidade como São Paulo, onde normalmente enfrento 2h diárias de trânsito (na melhor das hipóteses), aquele momento a caminho do aeroporto chega a ser o melhor trânsito que posso enfrentar ever, pq eu vou viajar porra! O que não deixa de ser um tipo de sequela mental de quem mora em São Paulo, ou efeito colateral da vida-loca que levamos aqui.
Depois de muito refletir, cheguei a conclusão óbvia de que preciso viajar mais, pelo menos 1 vez por mês. Muito fácil. Mas ai pensei mais e mais, e pensei mais um pouco até que cheguei na seguinte reflexão: se uma viagem é capaz de mudar meu estado de espírito, mesmo num trânsito da porra, sob chuva, rio Tietê esbanjando seu odor letal, e caminhões que parecem se multiplicar em mitose e meiose desordenada, peraí, eu consigo viver melhor em São Paulo, mesmo pegando trânsito todos os dias! É só enganar o meu cérebro, e ele faz o resto.
- Do you want something to drink sir?
- Yes! I’d like a beer please!
Pronto, o trânsito passou rápido, e lá estava eu voando pra Califórnia. Como num piscar de olhos.
Esse ano tive a oportunidade de visitar a califa duas vezes a trabalho, o que por um lado é sensacional, e por outro não. As viagens são curtas, e a responsabilidade pode ser assustadora, pois você tem uma missão a cumprir, e a falha tem que ser descartada. Só sei que nas duas vezes eu pensei: cara, preciso voltar pra cá, mas de férias, sem nextel, sem email, e sem missões.
Pra vocês entenderem um pouquinho melhor, vamos voltar ao avião, um boeing 777 da American que voava de São Paulo pra Dallas, no Texas. No compartimento de cargas, uma caixa enorme de madeira, contendo 16 obras de arte surf, dos mais renomados artistas dos EUA, e no meu colo, uma folha de papel para estrangeiros, uma caneta BIC, e uma quantia bem alta de dólares sendo preenchida na lacuna “bens a declarar”.

Uma das obras de arte que estava na caixa
Depois de umas 10h de poltronas estreitas, e um pouco de tensão com o desmaio de uma passageira em pleno vôo, entrei na fila onde todos desejam a mesma coisa: o carimbo de ADMIT.
Como estava carregando as obras de arte, sob um processo de importação temporária, sabia que poderia tomar uma canseira na hora de falar com o oficial da alfândega, que se quiser, te manda de volta pro avião sem problema algum. Fui o primeiro, e meus outros dois amigos ficaram apenas observando. Depois de algumas perguntas, um deles já tinha conseguido o carimbo, e passou por mim. Depois de algumas caras feiras, e mais perguntas, o outro, também conseguiu o tal carimbo, passou por mim, e ali perto ficou me esperando. Mão no telefone, e reforços a caminho. Quando o segundo oficial estava chegando pra me fazer mais algumas perguntas, ele simplesmente olhou pro meu amigo, e em tom de ordem, disse: GO!
É, pensei, mais pessoas VÃO com VISA! Era um sinal…
ADMIT! Espremido, mas saiu…

Aeroporto internacional de Dallas Forth Worth - Huge
Agora era só pegar o avião pra Los Angeles, ou não. Resolveram abrir a caixa e revistar as minhas coisas. Nessa hora o Mau e o Vasco já tinham seguido pro portão de embarque. A caixa, tinha 12 parafusos fechados com pistola na tampa, pra dificultar mesmo, e tentar vencer pela preguiça o sujeito que quisesse abrir a caixa. Quando me disseram que não tinham a tal pistola pra desparafusar, pensei, estou liberado. Mas não é que o cara me saca um canivete do bolso e resolve girar parafuso por parafuso, e depois tirar obra por obra com a maior tranquilidade, conversava comigo e tentava entender por que diabos eu levaria uma caixa daquelas pro Brasil…
Minutos depois, o local de Newport Beach (como ele foi parar no aeroporto de Dallas?) se mostra satisfeito com a inspeção e torce novamente os parafusos no sentido oposto. Foi quando ele olhou no relógio, depois pro meu cartão de embarque, e finalmente pra mim com um sorriso no rosto, e disse:
- Sir, I guess you missed your flight! NEXT!
Nessa hora eu só imaginava meus dois amigos sentados na janela do avião, tomando alguma coisa e comentando entre eles sobre os campos de baseball, as freeways, e que eu tinha me fodido pelo jeito.
O próximo vôo pra LAX não deveria demorar muito, mas o problema é que já tínhamos um esquema de traslado direto pra San Clemente, e esse meu atraso ia complicar um pouco as coisas. Segui em direção ao portão C23 e no meio da muvuca, lá no fim do corredor, avistei dois sujeitos pedindo informação, que me imbutiram aquela sensação “do I know you bro?”
Amigos são assim, se você perde o vôo, eles também perdem.
Um abraço
Felipe Baracchini
(Ovelha)
* continue a leitura em breve no post: SoCal 3 – The Gueto
Filed under: Surf | Etiquetas: bate, Bate-volta, wakeboard, guarapiranga, wakeskate
Salve amigos do bate-volta.com!
Sábado tive um dia dos mais inusitados, como há muito não vivenciava: bate-volta na represa de Guarapiranga!
Os planos iniciais eram de ir pra Maresias pra surfar as merrecas no canto e voltar no sábado mesmo para, que novidade, trabalhar! Mas a mudança de planos foi das mais proveitosas, com um dia magnífico de sol, pouca gente na água, pouco vento na raia do 3º lago e um por do sol fantástico!
Rolou uma session irada de wake, que há muito – uns 3 ou 4 anos, não fazia. Teve até uma brincadera nova pra mim, o wakeskate. Muito style e divertido, apesar de parecido é uma outra perspectiva, um outro esporte quase, pois além das bordas não serem tão, digamos, bem acabadas como numa prancha de wake e a ausência das canaletas, as quilhas são bem pequenas só pra dar uma estabilizada mesmo. Pra quem surfa entender a diferença que eu senti, apesar de nunca ter me aventurado com as hoje populares Alaias, penso que deve ser mais ou menos a mesma coisa pois a ausência da resistência das quilhas, fundo e bordas tornam o rolê muito interessante. Ainda sim rolou me arriscar a voar, e ai o loko é que a queda vc não tem uma prancha preza nos pés. Garanti algumas rizadas dos que viram o rola.
A represa é um lugar bonito, principalmente nas margens próximas ao Templo da Igreja Messianica (salvo engano) prá lá do Clube de Campo São Paulo, com áreas de floresta nativa e densa que resistiram a ocupação ilegal e desordenada, ao menos por enquanto. Ali você até esquece que está em São Paulo, pois é uma região onde não se pode ver o skyline dos prédios da zona sul. No entanto os efeitos da cidade são agressivos e facilmente percebidos por quem navega por ali. A água é densa, se é que me entendem. Jamais caiam de boca aberta e um banho depois é fundamental. Mas ainda acho que vale o bate. Wake, wind, kite, vela ou stand-up paddle. Não importa a forma, vivenciar um dia na represa ainda é uma ótima saída pra galera de São Paulo!
Deixo o meu muito obrigado ao Betão pela incrível e inesquecível session!!!
Falow
Felipe Barros
Filed under: Surf | Etiquetas: bate, Bate e Volta, Bate-volta, beach culture, california, Lifestyle, Skate, Surf, USA

Newport Beach, no swell que atingiu a califa na última semana de agosto. Imagem publicada no surfline.com
O Sul da Califórnia sem dúvida é um lugar onde surfistas, skatistas, ou amantes da beach culture precisam conhecer. Recém-chegado de uma viagem a trabalho, logo no começo da semana me deparo com esta matéria publicada pelo SURFLINE.COM, que com certeza me fez relembrar os momentos mágicos que presenciei na SoCal (South California). Na verdade, simples momentos, mas com uma essência muito apelativa no que se diz respeito o lifestyle que o surf criou pelo mundo. Por exemplo, quando eu, meu amigo MAU, e o Editor da Revista Alma Surf, Adriano Vasconcellos, estávamos de bobeira nos arredores de Laguna Beach, subindo uma das ladeiras que te levam até a praia, passaram por nós um grupo de skatistas, deslizando pelas ruas em zig-zag com aqueles skates pequenos e estreitos, um estilo simplesmente autêntico, ou como disse um deles que ficou apenas observando, “gnarly style”. Foi como se eu tivesse nas cenas do filme LORDS OF DOG TOWN…

Cena do filme Lords of Dog Town - "Gnarly Style"
Na verdade, acho que a palavra que fica na boca de qualquer um que vai pra califa a primeira vez é STOKED! Tudo é muito surf… e o skate, é mais surf ainda…isso é que é muito louco. É comum você cruzar com vários skatistas andando com suas pranchas de surf embaixo do braço. Ou seriam surfistas com o skate embaixo dos pés? Mais uma vez, STOKED…ou como diria o Mau, esses caras sabem viver bem. E Muito bem!
Esse post SoCal – Intro é apenas o primeiro de quantos forem necessários eu escrever pra tentar passar a vocês tudo o que rolou nessa viagem pra california, e pra dentro de mim mesmo…
keep reading on “SoCal – you missed your flight” - comming soon
Ovelha








