Todo mundo já sentiu, na hora da fuga pra praia, aquela força magnética da cidade te arrastando de volta. Pendências de última hora, compromissos socias, namorada, cachoro, gato, equipamento, carro. Depois de várias trips atrasadas, adiadas e inviabilizadas, juntamos 10 lições que aprendemos sobre como escapar mais fácil e rápido da cidade.
As 2 primeiras dicas são sobre você. Sobre a postura certa pra fazer a trip acontecer. O resumo é: tome uma atitude.
1. DECIDA, NÃO ESPERE A PREVISÃO DECIDIR POR VOCÊ
Não espere pra definir de última hora se você vai viajar ou não. Essa é a regra do “SE”. É sempre melhor dizer “eu vou” do que ficar no “SE tiver onda”, “SE fizer sol”. Se você alimentar a regra do SE, vc aumenta as suas chances de se enrolar. Melhor decidir e se planejar e depois desmarcar de última hora, do que ficar no “SE” a semana inteira.
2. DECIDA, NÃO ESPERE SEUS AMIGOS DECIDIREM POR VOCÊ
As pessoas são tão imprevisíveis quanto o tempo e as ondas. Então, decida que vai viajar, e avise seus amigos. Mas não deixe a viagem depender da presença deles.
Lembre-se: se você decidir primeiro, as pessoas terão uma viagem certa para aderir, ou não. Se você não decidir de cara, não vai ter viagem certa em nenhum momento, e a probabilidade do povo desanimar ou se enrolar é maior. E cuidado com programas de galera. Quanto mais gente, mais variáveis pra te segurar na cidade.
Daqui a alguns dias continuamos com as dicas, envolvendo outros assuntos cruciais pra garantir o surf feliz de fim de semana: equipamento, carro e namorada!
Aloha!
Zé
texto de Danillo Cardoso
Vocês já pararam pra pensar em quem tira as fotos do site Waves? Pois é, eu parei. Você deve estar achando que é a profissão dos sonhos de qualquer surfista. Mas eu acho que deve ser bem diferente.
O cara tem que acordar cedo todo dia, mesmo se for para uma balada no meio da semana. Porém, o cara pode forjar o boletim e colocar fotos de arquivo, ou simplesmente falar que estava com problemas técnicos na câmera ou no computador. Fácil.
Imagina o cara que tira as fotos da Praia Grande. Repara que ele nunca deixa um comentário. O cara deve ficar puto todo dia. Além de morar na Praia Grande tem que acordar cedo e dar o boletim das ondas. Que ondas? (mais…)
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Terça-feira, 13 de abril. Apesar de um dos maiores swells de Sudeste de que se tem notícia ter passado pela costa bem no final de semana, só hj consegui uma brexa para descer a Serra e surfar o que restou de balanço. Foi bom por juntar os amigos e prestigiar a visita do Gui Wanna, que está amargando o flat e os tiburones da Flórida!
As coincidências que marcaram esse swell com o já lendário swell da páscoa de 2009 foram simétricas! Duas verdadeiras bombas históricas, acordando picos por todo o litoral de SP e RJ. As duas tiveram uma janela entre os dias 9 e 12 de abril, as duas bem na semana do meu casamento. Se ano passado estava no interior agilizando os últimos detalhes do casório, esse ano o trabalho e as comemorações de 1 ano conflitaram com a mega ondulação. Mas dessa vez não exitei em quebrar a fissura aos 45 do segundo tempo! Nesta manhã surfamos pequenas, porém boas valinhas no Tombo, com direito a nascer do sol, água quente, o oi da amiga tartaruga e pouco crowd! Pra quem estava a quase 1 mês sem surfar, valeu e muito!
A queda tb foi bem interessante pois tive a oportunidade de testar um pouco mais a 6’6 diamond tail single fin do Di. Um shape diferente, larga e bojuda, mas que andou bem nas valinhas e deu pra ter uma idéia de como uma single fin se comporta! Recomendo o teste!
O bate foi bom, reuniu os amigos e a single fin funcionou. Só espero que em 2011 o swell do ano não acerte o dia 11 de abril novamente!
Abs!
felipe
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Num desses jantares onde a gte acaba falando da vida, conversando com o Di batemos numa tradução certeira desse tempo que estamos vivendo. “A gente se define na fronteira”. A nossa co-existência em dois lugares, dois estados de espírito, dois universos pra onde ir e de onde escapar, é o que parece nos definir de forma mais característica. É um tipo de co-presença especial, sem matizes, sempre em transição, sem tirar a mão da chave “on/off”.
A cabeça e o corpo nunca parecem estar no mesmo lugar. Se estamos aqui, já estamos sonhando com lá. Quando chegamos lá, já descobrimos que precisaremos voltar pra cá. Ou pra contar a história, ou porque sacamos que não pertencemos ao mundo do lá, ou do aqui. Pertencemos à transição. Fugir é o ato de transformar a prisão de agora no refúgio pra onde retornaremos amanhã. É um processamento que fazemos por dentro.
Acho q na verdade essa transformação é a razão da fuga-retorno. Precisamos dela pra renovar o olhar sobre aquilo que deixamos do outro lado da fronteira. É mudando de lugar que gte muda o significado do ponto de partida e de destino. É a periódica lavagem das calçadas.
Trazendo as coisas mais pra esse planeta: acho que de tanto falarmos em “fazer” bate-volta, acabamos construindo um aprendizado, de que na verdade “somos” bate-volta. (mais…)
Fala galera,
Não sei se vocês leram a folha nesses dias, mas saiu uma reportagem muito legal sobre um grupo de ciclistas (pedal verde) que saem para andar de bike por São Paulo todo domingo de manhã e vão plantando árvores pela cidade. Eu achei a iniciativa fantástica, aliar o esporte com preocupação com a natureza. Parabéns!
De vez enquando eu dou uma de ciclista também e faço umas trilhas e tal. Mas sempre que penso em pedalar em São Paulo penso na mistura dos gases dos escapamentos de caminhões e ônibus com o ar do meu pulmão. E aí minha vontade diminui consideravelmente. Confeço que nunca fiz nada pra tentar mudar essa situação, diferente desses caras do pedal verde.
Bom, visto isso fiquei pensando em como nós surfistas poderiamos fazer alguma coisa para contribuir na melhora do meio ambiente também. Alias surfistas deveriam ser totalmente focados nisso, pois o surfe depende 100% da natureza e ainda não existem ondas artificiais perfeitas. Surfe não é igual a tennis que é só construir uma quadra e sair jogando. Se os surfistas não estiverem em sintonia com o meio-ambiente, acabou o esporte.
E ai, a grande pergunta:
Como os bate-voltas podem se tornar bate-voltas verdes?
Abs
gui+salgado
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Depois de vários dias de atraso, muito trabalho e finais de semana NÃO surfados, finalmente cheguei onde queria estar. No congestionamento da marginal Tietê.Parece estranho, mas sempre que tenho alguma viagem pra fora do Brasa marcada, fico pensando: “não vejo a hora de estar parado na marginal a caminho do aeroporto”. O normal seria pensar mais à frente, em chegar no destino final, ou qualquer outra coisa, mas é sempre a marginal e o trânsito. Não sei ao certo o por quê desse desejo, mas aos poucos estou concluindo que, morando em uma cidade como São Paulo, onde normalmente enfrento 2h diárias de trânsito (na melhor das hipóteses), aquele momento a caminho do aeroporto chega a ser o melhor trânsito que posso enfrentar ever, pq eu vou viajar porra! O que não deixa de ser um tipo de sequela mental de quem mora em São Paulo, ou efeito colateral da vida-loca que levamos aqui.
Depois de muito refletir, cheguei a conclusão óbvia de que preciso viajar mais, pelo menos 1 vez por mês. Muito fácil. Mas ai pensei mais e mais, e pensei mais um pouco até que cheguei na seguinte reflexão: se uma viagem é capaz de mudar meu estado de espírito, mesmo num trânsito da porra, sob chuva, rio Tietê esbanjando seu odor letal, e caminhões que parecem se multiplicar em mitose e meiose desordenada, peraí, eu consigo viver melhor em São Paulo, mesmo pegando trânsito todos os dias! É só enganar o meu cérebro, e ele faz o resto.
- Do you want something to drink sir?
- Yes! I’d like a beer please!
Pronto, o trânsito passou rápido, e lá estava eu voando pra Califórnia. Como num piscar de olhos.
Esse ano tive a oportunidade de visitar a califa duas vezes a trabalho, o que por um lado é sensacional, e por outro não. As viagens são curtas, e a responsabilidade pode ser assustadora, pois você tem uma missão a cumprir, e a falha tem que ser descartada. Só sei que nas duas vezes eu pensei: cara, preciso voltar pra cá, mas de férias, sem nextel, sem email, e sem missões.
Pra vocês entenderem um pouquinho melhor, vamos voltar ao avião, um boeing 777 da American que voava de São Paulo pra Dallas, no Texas. No compartimento de cargas, uma caixa enorme de madeira, contendo 16 obras de arte surf, dos mais renomados artistas dos EUA, e no meu colo, uma folha de papel para estrangeiros, uma caneta BIC, e uma quantia bem alta de dólares sendo preenchida na lacuna “bens a declarar”.

Uma das obras de arte que estava na caixa
Depois de umas 10h de poltronas estreitas, e um pouco de tensão com o desmaio de uma passageira em pleno vôo, entrei na fila onde todos desejam a mesma coisa: o carimbo de ADMIT.
Como estava carregando as obras de arte, sob um processo de importação temporária, sabia que poderia tomar uma canseira na hora de falar com o oficial da alfândega, que se quiser, te manda de volta pro avião sem problema algum. Fui o primeiro, e meus outros dois amigos ficaram apenas observando. Depois de algumas perguntas, um deles já tinha conseguido o carimbo, e passou por mim. Depois de algumas caras feiras, e mais perguntas, o outro, também conseguiu o tal carimbo, passou por mim, e ali perto ficou me esperando. Mão no telefone, e reforços a caminho. Quando o segundo oficial estava chegando pra me fazer mais algumas perguntas, ele simplesmente olhou pro meu amigo, e em tom de ordem, disse: GO!
É, pensei, mais pessoas VÃO com VISA! Era um sinal…
ADMIT! Espremido, mas saiu…

Aeroporto internacional de Dallas Forth Worth - Huge
Agora era só pegar o avião pra Los Angeles, ou não. Resolveram abrir a caixa e revistar as minhas coisas. Nessa hora o Mau e o Vasco já tinham seguido pro portão de embarque. A caixa, tinha 12 parafusos fechados com pistola na tampa, pra dificultar mesmo, e tentar vencer pela preguiça o sujeito que quisesse abrir a caixa. Quando me disseram que não tinham a tal pistola pra desparafusar, pensei, estou liberado. Mas não é que o cara me saca um canivete do bolso e resolve girar parafuso por parafuso, e depois tirar obra por obra com a maior tranquilidade, conversava comigo e tentava entender por que diabos eu levaria uma caixa daquelas pro Brasil…
Minutos depois, o local de Newport Beach (como ele foi parar no aeroporto de Dallas?) se mostra satisfeito com a inspeção e torce novamente os parafusos no sentido oposto. Foi quando ele olhou no relógio, depois pro meu cartão de embarque, e finalmente pra mim com um sorriso no rosto, e disse:
- Sir, I guess you missed your flight! NEXT!
Nessa hora eu só imaginava meus dois amigos sentados na janela do avião, tomando alguma coisa e comentando entre eles sobre os campos de baseball, as freeways, e que eu tinha me fodido pelo jeito.
O próximo vôo pra LAX não deveria demorar muito, mas o problema é que já tínhamos um esquema de traslado direto pra San Clemente, e esse meu atraso ia complicar um pouco as coisas. Segui em direção ao portão C23 e no meio da muvuca, lá no fim do corredor, avistei dois sujeitos pedindo informação, que me imbutiram aquela sensação “do I know you bro?”
Amigos são assim, se você perde o vôo, eles também perdem.
Um abraço
Felipe Baracchini
(Ovelha)
* continue a leitura em breve no post: SoCal 3 – The Gueto
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Salve amigos do bate-volta.com!
Sábado tive um dia dos mais inusitados, como há muito não vivenciava: bate-volta na represa de Guarapiranga!
Os planos iniciais eram de ir pra Maresias pra surfar as merrecas no canto e voltar no sábado mesmo para, que novidade, trabalhar! Mas a mudança de planos foi das mais proveitosas, com um dia magnífico de sol, pouca gente na água, pouco vento na raia do 3º lago e um por do sol fantástico!
Rolou uma session irada de wake, que há muito – uns 3 ou 4 anos, não fazia. Teve até uma brincadera nova pra mim, o wakeskate. Muito style e divertido, apesar de parecido é uma outra perspectiva, um outro esporte quase, pois além das bordas não serem tão, digamos, bem acabadas como numa prancha de wake e a ausência das canaletas, as quilhas são bem pequenas só pra dar uma estabilizada mesmo. Pra quem surfa entender a diferença que eu senti, apesar de nunca ter me aventurado com as hoje populares Alaias, penso que deve ser mais ou menos a mesma coisa pois a ausência da resistência das quilhas, fundo e bordas tornam o rolê muito interessante. Ainda sim rolou me arriscar a voar, e ai o loko é que a queda vc não tem uma prancha preza nos pés. Garanti algumas rizadas dos que viram o rola.
A represa é um lugar bonito, principalmente nas margens próximas ao Templo da Igreja Messianica (salvo engano) prá lá do Clube de Campo São Paulo, com áreas de floresta nativa e densa que resistiram a ocupação ilegal e desordenada, ao menos por enquanto. Ali você até esquece que está em São Paulo, pois é uma região onde não se pode ver o skyline dos prédios da zona sul. No entanto os efeitos da cidade são agressivos e facilmente percebidos por quem navega por ali. A água é densa, se é que me entendem. Jamais caiam de boca aberta e um banho depois é fundamental. Mas ainda acho que vale o bate. Wake, wind, kite, vela ou stand-up paddle. Não importa a forma, vivenciar um dia na represa ainda é uma ótima saída pra galera de São Paulo!
Deixo o meu muito obrigado ao Betão pela incrível e inesquecível session!!!
Falow
Felipe Barros
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Newport Beach, no swell que atingiu a califa na última semana de agosto. Imagem publicada no surfline.com
O Sul da Califórnia sem dúvida é um lugar onde surfistas, skatistas, ou amantes da beach culture precisam conhecer. Recém-chegado de uma viagem a trabalho, logo no começo da semana me deparo com esta matéria publicada pelo SURFLINE.COM, que com certeza me fez relembrar os momentos mágicos que presenciei na SoCal (South California). Na verdade, simples momentos, mas com uma essência muito apelativa no que se diz respeito o lifestyle que o surf criou pelo mundo. Por exemplo, quando eu, meu amigo MAU, e o Editor da Revista Alma Surf, Adriano Vasconcellos, estávamos de bobeira nos arredores de Laguna Beach, subindo uma das ladeiras que te levam até a praia, passaram por nós um grupo de skatistas, deslizando pelas ruas em zig-zag com aqueles skates pequenos e estreitos, um estilo simplesmente autêntico, ou como disse um deles que ficou apenas observando, “gnarly style”. Foi como se eu tivesse nas cenas do filme LORDS OF DOG TOWN…

Cena do filme Lords of Dog Town - "Gnarly Style"
Na verdade, acho que a palavra que fica na boca de qualquer um que vai pra califa a primeira vez é STOKED! Tudo é muito surf… e o skate, é mais surf ainda…isso é que é muito louco. É comum você cruzar com vários skatistas andando com suas pranchas de surf embaixo do braço. Ou seriam surfistas com o skate embaixo dos pés? Mais uma vez, STOKED…ou como diria o Mau, esses caras sabem viver bem. E Muito bem!
Esse post SoCal – Intro é apenas o primeiro de quantos forem necessários eu escrever pra tentar passar a vocês tudo o que rolou nessa viagem pra california, e pra dentro de mim mesmo…
keep reading on “SoCal – you missed your flight” - comming soon
Ovelha
Foi quebrada uma sequência de 5 ou 6 semanas de bates. Muito boa aliás; não me recordo de mesma constância de oportunidades pra descer e previsões que nos mantiveram otimistas pra pegar aquele mar que sempre sonhamos – sempre acordados, claro. Foi quebrado também uma ausência de posts meus no blog. É verdade que não tenho saco pra ficar alimentando conteúdo na internet o tempo todo, mas assim como também é que eu já estava com saudades de escrever e que muitas e muitas “pautas”, algumas até interessantes eu acredito, se perderam no dia e no tempo.
Nesse período teve de tudo: puro glass, maral, terral, sol com frio, calor sem sol, crowd, outside vazio, 1, 2, 3, 4 e 5 amigos, solo, fish, gun, a do dia-a-dia, saida na madruga, chegada no dia anterior, equipe de reportagem interessados na nossa “rotina”, tubo, manobra, só a linha, acelerar, atrasar, vacas, muitas vacas, trânsito na volta, estrada livre, a costumera depressão na chega a SP, e por último e mais importante, a constante presença e benção daquela tartaruga que aparece e faz abrir o sorriso. Todos foram bons, mas o último foi especial. Fui sozinho. Roots. E que começo de semana foi aquela passada. Sem mais adeptos já que o primeiro fds de agosto veio com sol e boas ondas para os amigos que desceram e o assalariado aqui ficou trabalhando sábado e domingo, o bate era mais que necessário, foi essencial. A previsão já dava a dica que a ondulação ia segurar, e por mais que as cobertas estavam mais que convidativas, lá fui eu acordar antes mesmo do despertador tocar. Poucos minutos passados das 4 da madruga e os passarinhos com o canto incessante anunciavam mais um dia, pra mim, não um dia qualquer. O barulho constante da cidade, aquele zumm que cresce durante o dia e diminue durante a noite, mas não pára nunca, parecia pra mim o barulho do mar naqueles dias que o estrondo das ondas gela a barriga. Gostoso incômodo. Mas a fantasia do som do mar acaba quando ligo o carro pra contribuir com o zumm. A caminho do mar, só precisava dar aquela passadinha rápida pra pegar minha prancha e meus leashes na portaria do prédio do amigo. Fácil, se o brother não tivesse ido pra balada em pleno domingo e esquecido de deixar a prancha no jeito com o porteiro. Conversa vai com o porteiro desavisado, algumas caixas-postais e vem a informação que meu amigo chegara não tinha mais que 33 minutos. É, a balada foi boa mesmo! Mas os passarinhos já tinham anunciado o dia, consegui falar e mais 5 minutos a prancha desce. O posto foi o último obstáculo antes da estrada, tanque cheio e vejo que já são 5 da manhã. “Caralho, ainda to em pinheiros!’ penso. Zumm e 6:02 estava freiando o carro no primeiro farol do Guarú. Bem-vindos. Obrigado.
O dia ainda não era dia, dava tempo de conferir o pico de sempre e escolher, mas minha vontade era mesmo de cair ali no centro. Fazia tempo que não pegava onda ali. Fui e voltei, tempo certo pra dar a primeira clareada. Mas o dia era das nuvens. Agilizo de parar o carro no prédio do amigo que nunca vai – desperdício! – e depois de acordar o porteiro, gente finíssima, consigo pisar na areia por volta das 6 e 20. Nossa, quanto tempo, quantos rodeios, quanta grosselha pra chegar até aqui, ali, na areia, vista mar, praia cinza e vazia. Frio. Mas pra que serve os 20% de gordura? nada de john. A poética imagem da praia vazia, dos prédios tapa sol, da ilha, da árvore da ilha estava completa: 4 pés sólidos tubulares, clean conditions, nada além de uma brisa insignificante, eu e minha fish. Agradeço, agradeço (continuo agradecendo até hj é verdade) e entro. O resto é até previsível, não fosse o peculiar fato de eu ter surfado por mais de uma hora solo, sozinho, all alone, sem ninguém pra dividir. Ao menos pra mim é verdade, quando o dia é bom, e vc surfa sozinho, existe a vontade de dividir aquilo tudo, mesmo que com um desconhecido que não troque um só palavra.
Surfei bastante, corri esquerdas, dropei poucas direitas, mas as esquerdas…. no começo era hora do bottom e encaixar, atrasar um pouco e ficar ali na porta – é, sempre digo que se soubesse surfar dava pra tirar alguns tubos…rs. Mas depois da maré mudar um pouco o shape vieram aquelas só pra acelerar, fazer a linha o mais suáve e rápido possível, esquerdas fortes, pra morrer dentro em muitas…. foi demais. Um puta sessão de surf. Mas nem tudo é tão lindo quanto parece e tenho que ser coeso com a realidade. É Guarujá, a maioria das ondas fechava no inside e o que acordava qualquer sonhador como eu era o cheiro, a fétida água marrom do lugar, isso sim encomodava e diminuia a beleza do dia que os passarinhos anunciaram. Mas sou da corrente positiva; prefiro o olhar sonhador de grande parte de meu relato, das boas ondas surfadas e mais uma vez, do sorriso aberto ao ver mais uma vez ela, aquela tartaruga.
Abs,
Felipe Barros
Outro dia vi um filme que me impressionou muito chamado Dogtown and Z-Boys. Eu nunca tinha visto porque tinha um certo préconceito com filmes de skate, apesar de eu andar de long. Eu pensave eu sou surfita, nao quero ver coisas de skate. Muito errado eu estava.
Esse filme me inspirou muito. O filme mostra surfistas de Venice, CA que em temos sem ondas resolveram andar de Skate. E pelo fato de serem surfistas, eles levaram o skate para um outro nível usando todos os movimentos do surf.
Aí fiquei pensando, surf é muito parecido com skate. Para quem é surfista igual a nós, porém não pode surfar todo dia, uma alternativa é andar de skate igual os Z-boys faziam. E o estilo deles é igual o do surf, um pouco diferente do que o skate é hj.
Dá uma olhada nesse video abaixo para entender o que eu estou falando.














