Bate-Volta – chegar, surfar e voltar.


Há exatamente 5 anos
janeiro 4, 2010, 11:40 pm
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Há 5 anos muitos dos autores desse blog ja pegavam onda juntos. Tava organizando os meus arquivos e achei essa foto engraçada. Decidi postá-la em nome da nostalgia. Um mico de vez em qdo até q faz bem.

Olha lá, tudo mundo com cara de criança, e alguns quilos a menos!

Que 2010 e os anos seguintes continuem nos dando boas ondas juntos! Saúde!



Sustentabilidade, Itamambuca e o tatuí de Guaecá
janeiro 5, 2009, 4:06 pm
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tatui

Eu e o Felipe fomos com uma galera passar a virada do ano em Itamambuca. Boas ondas. Lugar incrível, preservadíssimo, com ocupação super racional, mas que não deixou de sofrer com a multidão que lotou cada centímetro da areia (e do mar) nesse feriado.

Soube que passou uma lei proibindo qualquer construção futura por lá. Daqui pra frente, a maioria dos terrenos da praia vão continuar vazios. E isso é bom. Pq?

Foi lendo o livro Outras Ondas, do Fred d’Orey, que eu me dei conta de uma coisa. Pode parecer idiota de tão simples. Mas é um bálsamo de clareza em meio à cortina de fumaça em que estamos. Quando o tópico NATUREZA é mencionado, nada menos que um dicionário de palavras vem junto. E isso é um fenômeno novo. Com essa “eco-febre”, uma palavra nova surge todo dia. Um termo pretensamente técnico, científico. Um monte de palavras que na boca de qualquer burocrata compõe um dicionário, de tão grande que se tornou o vocabulário pra nos confundir sobre a agenda do ator que tem assumido a posição pública de autoridade pra falar desse assunto: a empresa. É alarmante como nós temos aceitado languidamente a idéia de que o objeto ‘natureza’ é matéria de responsabilidade corporativa. Das empresas e marcas. Não mais das pessoas, dos “cidadãos”, nem do Estado. Matéria digna de propaganda na TV, patrocinada por uma marca amiguinha da humanidade.

Igualmente é preocupante como temos preguiçosamente cedido à idéia de que a melhor forma de preservá-la é comprando. “Comprar conscientemente”, “fazer escolhas por quem favorece a natureza”, “escolher a marca que vai plantar uma árvore por detergente vendido”. Enfim, todas as formas que podem ser reduzidas ao mesmo denominador comum: fazer uma opção de compra pelo produto da empresa “sustentável”. Compensamos homeopaticamente a nossa consciência pesada com um vidro de detergente. (mais…)