Bate-Volta – chegar, surfar e voltar.


Re-ut
janeiro 29, 2010, 2:28 pm
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Com toda essa discussão de “sustentabilidade” aparecendo e sempre entrando em questão,  todos os objetos envolvidos na prática de pegar onda são industrializados, na maioria das vezes nada ecológicos. Tudo é praticamente descartável, na minha opinião muito mal-feitas com custo altissímo para o padrão de qualidade ali aplicado. Aí entraria nossa criativadade para fazer se desvencilhar dessa indústria e fazer você mesmo. Eu sempre admirei coisas feitas a mão, não o artesanato em sí e sua aparência, mas desenvolver objetos para seu uso próprio usando da criatividade de reaproveitar e desenvolver o novo, é único e algo incrível. Muito bem envolvido com video, surf e  sustentabilidade, Cyrus Sutton é um desses caras que constroe, corta e cola e faz seus próprios acessórios, fazendo tutoriais divertidissímos de assistir.
No site Korduroy.tv, a série Surf Sufficient mostra videos muito bem feitos ensinando desde como fazer sua própria parafina, quilhas, protetor solar a Cookies para devorar depois da nadada. Admiro demais essa cultura de “fazer você mesmo” que apareceu nos anos 80 com a moda punk com os zines e as roupas customizadas, mas na verdade acho que isso descende de uma época menos consumista e capitalista, onde o reaproveitar poupando o meio ambiente era sempre a primeira opção. 

Vale a pena perder algum tempo olhando as coisas que se pode fazer em casa, é tudo mais legal que as coisas de loja além disso você economiza uma grana.


Como levantar sua bici antiga


Protetor solar orgânico

Abraço!

Mau



Bate-volta Verde
setembro 21, 2009, 1:51 pm
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Fala galera,

bate-voltaNão sei se vocês leram a folha nesses dias, mas saiu uma reportagem muito legal sobre um grupo de ciclistas (pedal verde) que saem para andar de bike por São Paulo todo domingo de manhã e vão plantando árvores pela cidade. Eu achei a iniciativa fantástica, aliar o esporte com preocupação com a natureza. Parabéns!

De vez enquando eu dou uma de ciclista também e faço umas trilhas e tal. Mas sempre que penso em pedalar em São Paulo penso na mistura dos gases dos escapamentos de caminhões e ônibus com o ar do meu pulmão. E aí minha vontade diminui consideravelmente. Confeço que nunca fiz nada pra tentar mudar essa situação, diferente desses caras do pedal verde.

Bom, visto isso fiquei pensando em como nós surfistas poderiamos fazer alguma coisa para contribuir na melhora do meio ambiente também. Alias surfistas deveriam ser totalmente focados nisso, pois o surfe depende 100% da natureza e ainda não existem ondas artificiais perfeitas. Surfe não é igual a tennis que é só construir uma quadra e sair jogando. Se os surfistas não estiverem em sintonia com o meio-ambiente, acabou o esporte.

E ai, a grande pergunta:

Como os bate-voltas podem  se tornar bate-voltas verdes?

Abs

gui+salgado



Sustentabilidade, Itamambuca e o tatuí de Guaecá
janeiro 5, 2009, 4:06 pm
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tatui

Eu e o Felipe fomos com uma galera passar a virada do ano em Itamambuca. Boas ondas. Lugar incrível, preservadíssimo, com ocupação super racional, mas que não deixou de sofrer com a multidão que lotou cada centímetro da areia (e do mar) nesse feriado.

Soube que passou uma lei proibindo qualquer construção futura por lá. Daqui pra frente, a maioria dos terrenos da praia vão continuar vazios. E isso é bom. Pq?

Foi lendo o livro Outras Ondas, do Fred d’Orey, que eu me dei conta de uma coisa. Pode parecer idiota de tão simples. Mas é um bálsamo de clareza em meio à cortina de fumaça em que estamos. Quando o tópico NATUREZA é mencionado, nada menos que um dicionário de palavras vem junto. E isso é um fenômeno novo. Com essa “eco-febre”, uma palavra nova surge todo dia. Um termo pretensamente técnico, científico. Um monte de palavras que na boca de qualquer burocrata compõe um dicionário, de tão grande que se tornou o vocabulário pra nos confundir sobre a agenda do ator que tem assumido a posição pública de autoridade pra falar desse assunto: a empresa. É alarmante como nós temos aceitado languidamente a idéia de que o objeto ‘natureza’ é matéria de responsabilidade corporativa. Das empresas e marcas. Não mais das pessoas, dos “cidadãos”, nem do Estado. Matéria digna de propaganda na TV, patrocinada por uma marca amiguinha da humanidade.

Igualmente é preocupante como temos preguiçosamente cedido à idéia de que a melhor forma de preservá-la é comprando. “Comprar conscientemente”, “fazer escolhas por quem favorece a natureza”, “escolher a marca que vai plantar uma árvore por detergente vendido”. Enfim, todas as formas que podem ser reduzidas ao mesmo denominador comum: fazer uma opção de compra pelo produto da empresa “sustentável”. Compensamos homeopaticamente a nossa consciência pesada com um vidro de detergente. (mais…)