Bate-Volta – chegar, surfar e voltar.


EM CIMA DA HORA – kite na Ilha do Guajirú e Jeri
setembro 9, 2009, 7:40 pm
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Temos uma convidada no Bate-Volta. Tati Saccomanno, amiga kitesurfer, faz um relato da sua recente kitetrip pelo Ceará durante a entrada da primavera:

Sem grandes expectativas e programações, dia 03 de agosto às 7am, acordo, preparo o sarcófago, 2 kites ( 9 e 12 ) uma prancha, biquinis e vestidinhos , havaianas e protetor super waterproof 50. Fortaleza, lá vamos nós. Desembarco ao meio dia, carro e GPS no celular, primeira parada: Paracurú; o lugar sensacional, todos velejando numa quina da praia, me lembra São Miguel do Gostoso, um bar de frente, vários gringos e 25 nós garantidos…. Velejamos das 3 às 6pm, e continuamos nossa viagem para a Ilha do Guajirú. (mais…)



Ilha do Guajirú, CE
agosto 20, 2009, 11:00 am
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windsurfing

Não é todo dia q a gte descobre um paraíso novo. Dêem uma olhada na Ilha do Guajirú, Ceará. É um pico flatwater, ideal pra kite e wind freestyle.

www.ilhadoguajiru.com



Sustentabilidade, Itamambuca e o tatuí de Guaecá
janeiro 5, 2009, 4:06 pm
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tatui

Eu e o Felipe fomos com uma galera passar a virada do ano em Itamambuca. Boas ondas. Lugar incrível, preservadíssimo, com ocupação super racional, mas que não deixou de sofrer com a multidão que lotou cada centímetro da areia (e do mar) nesse feriado.

Soube que passou uma lei proibindo qualquer construção futura por lá. Daqui pra frente, a maioria dos terrenos da praia vão continuar vazios. E isso é bom. Pq?

Foi lendo o livro Outras Ondas, do Fred d’Orey, que eu me dei conta de uma coisa. Pode parecer idiota de tão simples. Mas é um bálsamo de clareza em meio à cortina de fumaça em que estamos. Quando o tópico NATUREZA é mencionado, nada menos que um dicionário de palavras vem junto. E isso é um fenômeno novo. Com essa “eco-febre”, uma palavra nova surge todo dia. Um termo pretensamente técnico, científico. Um monte de palavras que na boca de qualquer burocrata compõe um dicionário, de tão grande que se tornou o vocabulário pra nos confundir sobre a agenda do ator que tem assumido a posição pública de autoridade pra falar desse assunto: a empresa. É alarmante como nós temos aceitado languidamente a idéia de que o objeto ‘natureza’ é matéria de responsabilidade corporativa. Das empresas e marcas. Não mais das pessoas, dos “cidadãos”, nem do Estado. Matéria digna de propaganda na TV, patrocinada por uma marca amiguinha da humanidade.

Igualmente é preocupante como temos preguiçosamente cedido à idéia de que a melhor forma de preservá-la é comprando. “Comprar conscientemente”, “fazer escolhas por quem favorece a natureza”, “escolher a marca que vai plantar uma árvore por detergente vendido”. Enfim, todas as formas que podem ser reduzidas ao mesmo denominador comum: fazer uma opção de compra pelo produto da empresa “sustentável”. Compensamos homeopaticamente a nossa consciência pesada com um vidro de detergente. (mais…)



Terça pra Remar.
setembro 26, 2008, 6:18 pm
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Bate-volta é assim,  só dá pra saber se vai valer a pena amanhecendo no pico. E olha que pra mim, valer a pena, ainda é relativo. Tudo é possível, a previsão errar, positiva ou negativamente (as vezes é muito melhor que o esperado), a maré estar no pico errado, o vento atrapalhar tudo, enfim, como qualquer sessão de surfe as variáveis são muitas. Mas em um bate-volta, as chances de algo dar errado e o surfe estar comprometido é ainda maior por a janela ser pequena para a “quedinha”.

Terça-feira, 23 de setembro, praia do tombo, 1 metro com maiores. A previsão indicava swell de sul, vento sul fraco no início da manhã, algo em torno de 8 nós. Primeiro dia da Primavera, frio, e quando despertamos pouco antes das 6 o dia já era dia. Bom saber, no próximo bate já da pra cair na água umas 5:40!

O line-up era incerto… séries constantes, direitas que nem sempre abriam, mas algumas linhas persistiam até o inside. E o melhor, ninguém no outside, nem na praia. O fator negativo: a visível correnteza que fazia o inside parecer uma mutidão querendo entrar na pista de um grande show de rock no Morumbi. Uns diziam, vamos pra pitangueras, a maioria disse, não, vamos cair aqui mesmo.

Enquanto alongávamos, um local apareceu e entrou bem no canal (inexistente) no cantão direito. Entramos lá tb, e quase 10 minuto depois aparecemos no outside já no meio da praia. Por um momento achei que nem iria passar, mas deu. A correnteza realmente estava demais, nunca havia caido no tombo naquelas condições. As ondas nem estavam tão grandes e fortes, porém as séries constantes aliado a correnteza insana dificultou e muito  as primeiras braçadas. Já lá fora o time teve a primeira baixa, um já desistira e voltara para areia. Como o surfe não está tão em dia e a remada anda fraca, não é motivo de vergonha perder para a arrebenta em um dia como aquele.

Lá fora a correnteza deu uma  trégua e conseguimos ficar mais tranquilos. Ainda assim estava muito difícil se posicionar, séries inconstantes, a maioria fechando, e o pior, elas viam gordas e cheguei a me arrepender por nnao ter um fun naquela hora. Os primeiros minutos se foram com apenas uma tentativa sem sucesso de entrar na onda, mas a gorda não me deixou. A situação persistiu pelos próximos 30, 40, 50 minutos… Até que finalmente veio ela, uma direita bem formada da série, com uma parede que sugeriria uma bela corrida em direção ao inside. Nessa hora mais um de nós já tinha saído da água. Remo com força, levanto no time certo, desço meio reto com calma, já pensando, aproveite essa pq o mar hj não está bom. Ao chegar na base e começar o botton aquela broxada…. cadê a onda? e aquela parede? pra onde foi tudo aquilo? Nem o “mata barata” me salva. A onda engorda, eu afundo, a série explode na minha cabeça. É isso, lá se foi minha direita, minha sessão de surfe, meus anseios de fazer a cabeça no primeiro dia da primavera. Já no inside depois de frustrado só me restou mirar o bico pra areia e sair agradecendo. Agradecendo? Claro, pra mim só de ter a oportunidade de acordar na praia numa terça qualquer, perdão, qualquer não, no primeiro dia da primavera de 2008, cair na aguá, remar e dividir o outside com meus amigos e sempre companheiros de bate já é algo mágico, diferente, saudável, FANTÁSTICO! (essa foi pro morongo). Por mais que só dropei uma pra sair, já valeu a pena. Sempre vale. Agradeço sempre a oportunidade do santo bate, que me anima, revigora e motiva a seguir em frente a vida em São Paulo.

Abraço.

Felipe Barros