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Junto ao meu bom amigo Ovelha, vulgo Felipe Baracchini, eu consegui assistir The Drifter há mais de um mês atrás, até mesmo antes da pré-estréia mundial. Como um bom amante de cinema, e de surf, eu não podia deixar essa passar…Mas vendo antes da maioria ou não, The Drifter é um realmente um daqueles filmes imperdíveis, e merece ser visto na tela grade.
Rob Machado é um surfista especial, fora ou dentro do mercado ou da água, o que mais marca é sua simplicidade, e estilo inconfundível. O filme estrelado por ele, interpretando, bem, acho que ele mesmo, fala exatamente sobre isso, sair do familiar sozinho deixando o conforto de lado e ir atrás do desconhecido. Até aí, nenhuma novidade, buscar a “alma” tem sido o foco da maioria dos produtos relacionados ao surf, e surfistas que estão fora do tour e competições tem ganhado cada vez mais valor e atenção do mercado.
Muito além disso, The Drifter inova, constrói uma ficção quase documental sobre a fuga de Rob, podendo ser contemplada até mesmo por pessoas não familiarizadas com o Surf. Segundo o Diretor Taylor Steele, ele realmente passou muito tempo sozinho, até mesmo acampado longe da equipe em alguns momentos, viveu algumas das situações que depois foram reproduzidas e filmadas. A busca de Rob se inicia em Bali, onde percebe que ali a força do surf já virou produto e os line-ups e bangalôs já abarrotados criam uma atmosfera menos mágica do que se pensa sobre o lugar. Saindo de Bali, aluga uma moto para dirigir sem destino, com somente uma mochila com barracas e pranchas (ridiculamente pequenas). Vive sozinho, interagindo com os locais, onde, sem nada, se sente mais livre que nunca. O filme tem cenários incríveis, captando bem lugares da Indonésia desconhecidos. As cenas de Surf não são massantes e não são maior parte do filme, são poucas e intensas. Tubos e tubos em cima de uma minúscula 5’6 (ou algo bem perto disso) com trilhas sempre pertinentes. A produção é fantástica, fotografia impecável, qualidade de imagens de altissímo nível, já que o filme foi filmado em grande parte com as câmeras RED, uma das últimas tecnologias em câmera de cinema digital.
O diretor Taylor Steele começou pequeno, fazendo filmes de surf com baixissímos orçamentos, acreditando em caras que não eram os maiores (como o próprio Rob) e finalmente chegou aqui, onde Steele passa a ser um diretor de cinema, conseguindo parceria com a gigante Warner Bros, celebrando um dos maiores surfistas da atualidade e fazendo um ótimo produto, com surf como tema, mas mantendo o que ultimamente todo mundo quer ver, “soul surfing”.
Bom Feriado, abraço!
Mau
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Eu descobri que o surf é um bicho do tamanho desse planeta, que troca de pele e cérebro todo ano. Se vc quer ter uma imagem clara do que foi esse bicho em 2009, eu RECOMENDO MUITO que você assista todos os filmes (de surf) da mostra de cinema do Festiv’Alma . Esse foi um artigo que escrevi pra edição set/out da AlmaSurf , sobre a experiência de jurado no Festival Osklen de Cinema. Tks ao mestre Romeu Andreatta, Adriano VASCOncellos e ao meu irmão Felipe Barachinni.
Aloha! Zé Lucas
ARTE DO CONCEITO
Aqui na minha frente está, ou neste momento de leitura estava, o questionário do Festival Osklen de Cinema. Três páginas com algumas poucas e decisivas perguntas: “Em qual filme quebrou a melhor onda? Qual possui a melhor fotografia? A melhor trilha sonora? O melhor surfista?” E a definitiva: “Qual é o melhor filme de 2009?” (mais…)




