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São 4:02 am. Acabei de voltar do melhor show da minha vida! Quando saí de casa para o Terra 2009 nunca poderia imaginar que tudo isso ia acontecer. Com certeza uma noite daquelas pra guardar, pra contar pros filhos e netos, tomando cuidado para não dar mal exemplo!!
Estávamos vendo o show do Sonic Youth já num lugar ótimo, na frente da torre de som. Quando o show acabou, o grupo em que eu estava se dividiu. Fui o único que fiquei para o Show do Iggy Pop, todos os outros foram ver os Things Things. Com o término do show consegui encurtar a distância para o palco pela metade numa boa, estava muito tranqüilo. Depois de uma meia hora de espera, começou e aconteceu. Acho que desde os meus 16 ou 17 anos que eu não passava por esse tipo de experiência, mas isso foi mais, muito mais!
O Iggy e os Stooges entraram no palco de repente. Foi quando um rio de pessoas se formou. Eu estava perfeitamente alinhado com o microfone (e se não estivesse, acho que nada disso tinha rolado). Era a exata sensação de estar preso numa correnteza muito forte, onde nadar contra era impossível e impensável. Antes do final da primeira música, não sei como, desafiando todas as leis da física, eu já era a quinta pessoa antes da grade que separa a imprensa do palco. Ou seja, no máximo a uns 15 metros do palco, sem fazer o menor esforço. Tinha passado o Point Of No Return. Agora era curtir. (mais…)
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Num desses jantares onde a gte acaba falando da vida, conversando com o Di batemos numa tradução certeira desse tempo que estamos vivendo. “A gente se define na fronteira”. A nossa co-existência em dois lugares, dois estados de espírito, dois universos pra onde ir e de onde escapar, é o que parece nos definir de forma mais característica. É um tipo de co-presença especial, sem matizes, sempre em transição, sem tirar a mão da chave “on/off”.
A cabeça e o corpo nunca parecem estar no mesmo lugar. Se estamos aqui, já estamos sonhando com lá. Quando chegamos lá, já descobrimos que precisaremos voltar pra cá. Ou pra contar a história, ou porque sacamos que não pertencemos ao mundo do lá, ou do aqui. Pertencemos à transição. Fugir é o ato de transformar a prisão de agora no refúgio pra onde retornaremos amanhã. É um processamento que fazemos por dentro.
Acho q na verdade essa transformação é a razão da fuga-retorno. Precisamos dela pra renovar o olhar sobre aquilo que deixamos do outro lado da fronteira. É mudando de lugar que gte muda o significado do ponto de partida e de destino. É a periódica lavagem das calçadas.
Trazendo as coisas mais pra esse planeta: acho que de tanto falarmos em “fazer” bate-volta, acabamos construindo um aprendizado, de que na verdade “somos” bate-volta. (mais…)
Fala galera,
Não sei se vocês leram a folha nesses dias, mas saiu uma reportagem muito legal sobre um grupo de ciclistas (pedal verde) que saem para andar de bike por São Paulo todo domingo de manhã e vão plantando árvores pela cidade. Eu achei a iniciativa fantástica, aliar o esporte com preocupação com a natureza. Parabéns!
De vez enquando eu dou uma de ciclista também e faço umas trilhas e tal. Mas sempre que penso em pedalar em São Paulo penso na mistura dos gases dos escapamentos de caminhões e ônibus com o ar do meu pulmão. E aí minha vontade diminui consideravelmente. Confeço que nunca fiz nada pra tentar mudar essa situação, diferente desses caras do pedal verde.
Bom, visto isso fiquei pensando em como nós surfistas poderiamos fazer alguma coisa para contribuir na melhora do meio ambiente também. Alias surfistas deveriam ser totalmente focados nisso, pois o surfe depende 100% da natureza e ainda não existem ondas artificiais perfeitas. Surfe não é igual a tennis que é só construir uma quadra e sair jogando. Se os surfistas não estiverem em sintonia com o meio-ambiente, acabou o esporte.
E ai, a grande pergunta:
Como os bate-voltas podem se tornar bate-voltas verdes?
Abs
gui+salgado

A vida civilizada deixa pouco espaço livre para a criatividade. Estamos sempre pisando nas pegadas abertas por alguém. Não há nada que já não tenha sido previamente classificado: se vc viaja pra longe, vai dormir no quarto que alguém construiu pra ser dormido por muita gente, e repete a história de cada cretino que já dormiu ali. As estradas já estão abertas há tempos. Os picos de surf, então… E aquela música que vc ama, também foi composta pra ser um produto feito sabão em pó. Uma multidão já ouviu tb. A toda hora é aquela sensação de deja vu. Descobrir que o Tyler Durden já passou por aqui.
Somos gado andando entre as opções de baias do frigorífico. Vamos de uma à outra. Graminha aqui, ração ali. Aí enjoa, e vamos à próxima. Cuidado pra não entrar na fila do abate. (mais…)
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Poderia discorrer muito sobre o tema e algumas histórias pessoais para contar, mas acho que nem tem muito o que escrever, só admirar, agradecer e aprender. Reflita. Surf é vida.
Veja esta matéria realizada pelo programa Mais Você, da rede Globo, neste link.
abraço e boas ondas!
Felipe



